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Defesa de suposta agente russa nos EUA acusa governo de sexismo

24/08/2018 15h39

Washington, 24 ago (EFE).- Os advogados de Maria Butina, a suposta agente russa detida nos Estados Unidos, acusaram o governo do país nesta sexta-feira de ter sido sexista com sua representada ao retratá-la como alguém que oferecia sexo em troca de uma vaga de trabalho.

"O que foi dito pelo governo é uma calúnia sexista, utilizando uma piada espontânea de três anos atrás sugerindo que Butina é uma espécie de personagem espiã de James Bond, que usa o sexo promiscuamente para avançar na sua carreira", afirmou a equipe legal da russa em um documento judicial registrado hoje.

Neste sentido, a defesa pediu ao juiz federal que cuida do caso que sejam retiradas as alegações das autoridades ou "sejam condenadas", e que não sejam empregadas como argumento para manter Butina na prisão, na qual se encontra desde o último dia 15 de julho.

"A senhora Butina é uma jovem atraente que foi vigiada pelos meios de comunicação durante um período e, infelizmente, os estereótipos sexistas sobre ela proliferaram, sugerindo sem sustentação que suas conexões com certos americanos foram estabelecidas através de sexo ao invés de através do seu demonstrado intelecto", explicou a defesa.

Butina, que permanece na prisão sob o argumento de risco de fuga, foi detida por ser uma suposta agente ilegal do Kremlin nos EUA, depois que o FBI relatou os esforços da jovem para tecer redes influentes na política americana enquanto permanecia no país com uma bolsa de estudos.

Desde meados de julho, seus advogados pediram sua libertação, enquanto o Ministério das Relações Exteriores russo também promove uma campanha para libertá-la, já que a qualificam como "presa política".