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Mais de 4 mil imigrantes que partiram rumo aos EUA retornaram a Honduras

28/10/2018 16h18

Teguc

igalpa, 28 out (EFE).- Um total de 4.067 imigrantes de Honduras que faziam parte de uma caravana que partiu rumo aos Estados Unidos em 13 de outubro retornaram ao país "voluntariamente", informou neste domingo uma fonte oficial em Tegucigalpa.

Em comunicado, o Instituto Nacional de Migração (INM) indicou que os imigrantes retornaram pelos pontos de "Agua Caliente, El Florido e Corinto", fronteira com a Guatemala, "depois de desistirem de seguir a rota migratória rumo aos Estados Unidos".

Segundo o Sistema Nacional de Controle Biométrico Migratório de Honduras, foi registrado o ingresso de 2.371 homens e 650 mulheres, um total de 3.021 pessoas adultas, às quais se somam 1.046 menores de idade, entre crianças e adolescentes.

"Além disso, foram aplicados 503 impedimentos de saída por descumprimento de requisitos para deixar o país, segundo a Lei de Migração e de Estrangeiros, dos quais 114 correspondem a menores de idade", indicou o INM.

Os retornados, segundo a mesma fonte, "são transferidos de maneira ordenada e segura mediante a operação Retorno Seguro, coordenada pela Comissão Permanente de Contingências (Copeco), aos Centros de Atenção ao Migrante Regular (CAMR) habilitados tanto para adultos como para menores de idade e unidades familiares".

Até agora não há um registro oficial de quantos hondurenhos deixaram o país desde 13 de outubro, embora segundo as Nações Unidas a caravana de pessoas que cruzou o território mexicano seria de cerca de 7 mil.

Aos imigrantes que estão cruzando o México, o embaixador de Honduras nesse país, Alden Rivera, fez uma uma chamada para que aproveitem a oportunidade oferecida pelo Governo mexicano com o objetivo de que possam optar por uma legalização.

Rivera afirmou que o programa "Estás en tu casa", oferecido pelo presidente do México, Enrique Peña Nieto, para os imigrantes centro-americanos que viajam na caravana "irregular" que saiu de San Pedro Sula há duas semanas, possibilita que as pessoas apresentem solicitação de refúgio nesse país.

Além disso, "poderão sair dos albergues, assegurando um teto, alimentação, segurança e cuidado médico e ao ter livre circulação poderão pedir os benefícios do programa de emprego temporário que já estava vigente nos estados de Chiapas e Oaxaca", enfatizou Rivera à Rádio Voces em Tegucigalpa.

Para receber o benefício mexicano de "Estás en tu casa", os imigrantes devem preencher uma solicitação de refúgio.

O programa de ajuda inclui educação pública de primeira qualidade para as pessoas que viajam com seus filhos e a possibilidade de ter acesso a todo o sistema de saúde nos estados de Chiapas e de Oaxaca, ressaltou o embaixador hondurenho.

O embaixador também afirmou que as possibilidades de os imigrantes chegarem aos Estados Unidos, seu principal objetivo, são muito escassas porque a fronteira desse país com o México "estará militarizada".

Os Estados Unidos também estariam rejeitando qualquer pedido de refúgio aos imigrantes, segundo informou Rivera.

Os imigrantes hondurenhos falam de falta de trabalho e de insegurança para deixar o país.