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Geir Pedersen é escolhido como novo enviado da ONU para Síria

31/10/2018 16h10

Nações Unidas, 31 out (EFE).- O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, anunciou nesta quarta-feira a nomeação do diplomata norueguês Geir Pedersen como novo enviado especial para a Síria.

Pedersen substituirá Staffan de Mistura, que deve deixar o cargo no final de novembro, depois de pouco mais de quatro anos tentando mediar - sem sucesso - um fim negociado do conflito no país. Atualmente, o norueguês é embaixador de seu país na China e possui ampla trajetória diplomática, tanto representando a Noruega quanto trabalhando para as Nações Unidas.

Em comunicado, Guterres destacou que o novo enviado tem "décadas de experiência política e diplomática". Em 1993, Pedersen estava na equipe norueguesa que participou das negociações dos Acordos de Paz de Oslo entre Israel e a Organização para a Libertação da Palestina (OLP). Na ONU, ocupou diferentes funções, inclusive a de coordenador especial para o Líbano, entre 2007 e 2008, e a de representante para o sul do Líbano, entre 2005 e 2007.

Pedersen será o quarto enviado especial das Nações Unidas para a Síria desde o início da guerra, em 2011. O primeiro, o ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan, deixou o cargo poucos meses depois de assumir, frustrado pela falta de cooperação das partes em conflito e pelo bloqueio no Conselho de Segurança. Seu sucessor, Lakhdar Brahimi, ocupou o posto por cerca de dois anos e também saiu diante da falta de avanço nas negociações.

Mistura, um diplomata experiente, afirmou que sua renúncia se deve a questões familiares, mas acrescentou que também tomou tal decisão por não conseguir grandes progressos durante mais de quatro anos na função.

No último mês como enviado especial, ele manterá seu foco nas tentativas pata implementar o comitê que deverá se encarregar de redigir uma nova constituição para a Síria, um processo travado por Damasco até agora.

O governo sírio rejeitou reiteradamente que a ONU lidere a seleção de representantes da sociedade civil que formarão um terço dos participantes do comitê, apesar do acordo fechado sobre isso em janeiro.