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Internacional

Kremlin nega ter confirmação de cancelamento da reunião entre Putin e Trump

29/11/2018 16h09

(Corrige título)

Moscou, 29 nov (EFE).- O governo russo informou nesta quinta-feira que ainda não tem uma confirmação oficial sobre o cancelamento da reunião prevista para o dia 1º de dezembro, em Buenos Aires, entre os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e dos Estados Unidos, Donald Trump.

"Voamos à Argentina. Por enquanto, só vimos o tweet e a imprensa. Não temos informação oficial", disse o porta-voz da presidência russa, Dmitri Peskov, à agência "Interfax".

Peskov acrescentou que, caso a notícia seja confirmada, "o presidente terá duas horas adicionais no programa para fazer reuniões úteis nas margens da cúpula" do G20.

Trump anunciou pelo Twitter o cancelamento da reunião em resposta às capturas de navios da Marinha da Ucrânia pela guarda costeira russa, incidente ocorrido no domingo no mar Negro e que levou o governo ucraniano a declarar o estado de exceção.

"Como os navios e os marujos não foram devolvidos à Ucrânia pela Rússia, decidi que o melhor para todas as partes é cancelar a reunião prevista na Argentina com o presidente Vladimir Putin", escreveu Trump no voo rumo a Buenos Aires.

O Kremlin informou na quarta-feira que a reunião seria realizada no dia 1º de dezembro, após Putin se reunir com a chanceler alemã, Angela Merkel.

"Temos certeza que os presidentes abordarão o conflito sírio, o programa nuclear iraniano, a crise coreana e não se descarta que também falem dos últimos acontecimentos (entre Rússia e Ucrânia) na região do estreito de Kerch", disse Yuri Ushakov, assessor presidencial russo, à imprensa local.

Esta é a segunda reunião prevista entre os governantes cancelada nas últimas semanas. No início de novembro, em Paris, também foi desmarcado o encontro a pedido do governo francês, que não queria que ofuscar o aniversário do fim da Primeira Guerra Mundial.

Putin expressou nesta quinta-feira, em um fórum econômico, a disposição para se reunir com Trump, cuja atitude em relação à Rússia foi considerada "positiva".

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