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EUA violam direito internacional com prisão de crianças, diz analista da ONU

24/12/2018 14h21

Genebra, 24 dez (EFE).- O relator da ONU sobre Direitos dos Imigrantes, Felipe González Morales, pediu nesta segunda-feira que o governo dos Estados Unidos investiguem o caso da menina guatemalteca que morreu sob a custódia da Patrulha Fronteiriça e também solicitou o fim da prisão de crianças e jovens imigrantes após cruzarem a fronteira por se tratar de uma violação do direito internacional.

"Como foi expressado por várias instâncias de direitos humanos da ONU, a detenção de crianças em função de seu status migratório é uma violação do direito internacional", afirmou o analista.

A ONU considera que a prisão vai contra o bem-estar de qualquer criança e gera efeitos adversos a longo prazo ao piorar o trauma que os pequenos imigrantes já sofreram durante a travessia.

"A prisão de crianças nunca deve ser usada para dissuadir a migração", ressaltou González sobre a medida americana.

A menina Jakelin Caal morreu no último dia 8, quando estava em um centro de detenção da Patrulha Fronteiriça, após ser capturada pelos agentes com seu pai, com quem tinha atravessado a fronteira.

Oito horas após a prisão, Jakelin começou a convulsionar e foi transferida com febre altíssima para um hospital, onde chegou com uma parada cardíaca e morreu. A Patrulha Fronteiriça diz que a tragédia ocorreu porque ela estava há dias sem beber nem comer.

Como analista da ONU sobre Direitos dos Migrantes, González pediu uma investigação completa do caso ao governo dos Estados Unidos.

Além disso, solicitou que as autoridades americanas garantam à família da menina acesso à Justiça e que isso inclua, entre outras coisas, representação legal no processo em um idioma que eles possam entender bem.

González pediu duas vezes ao governo dos EUA para fazer uma visita oficial ao país e visitar os centros de detenção de imigrantes. No entanto, a Casa Branca não respondeu as solicitações do analista da ONU. EFE

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