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Alta de combustíveis faz cair credibilidade do presidente do Equador para 32,7%

27.dez.2018 - Membros da Frente Unitária de Trabalhadores (FUT) em marcha em Quito nesta quinta (27) protestando contra as medidas econômicas do governo e o aumento dos preços dos combustíveis - Cristina Vega/AFP
27.dez.2018 - Membros da Frente Unitária de Trabalhadores (FUT) em marcha em Quito nesta quinta (27) protestando contra as medidas econômicas do governo e o aumento dos preços dos combustíveis Imagem: Cristina Vega/AFP

28/12/2018 00h35

Cerca de 75% dos equatorianos se mostrou descontente com a alta do preço dos combustíveis realizada pelo Governo do presidente Lenín Moreno, cuja credibilidade caiu para 32,7%, segundo pesquisa da firma Cedatos divulgada nesta quinta-feira (27).

Sobre o aumento do preço da gasolina "extra" e "ecopaís", de consumo em massa e que sobem de US$ 1,48 o galão (4 litros) para US$ 1,85, a pesquisa da Cedatos afirma que apenas 21,5% dos seus entrevistados está de acordo, enquanto 3,5% "não respondeu".

O estudo, fechado em 23 de dezembro com uma amostra de 2.078 casos em nível nacional e uma margem de erro de 2,9%, afirma que em Quito o desacordo com a medida chega a 84,9%, enquanto em Guayaquil, a cidade mais povoada, esse indicador atinge 82,9%.

Apesar disso, 80,6% dos entrevistados está de acordo com a redução salarial de altos funcionários do Governo, medida só desaprovada por 16,3%.

Com tudo isto, o nível de aprovação da gestão do presidente Moreno, que em agosto de 2017 chegava a 77%, se reduziu para 34,7%, mostra a pesquisa.

Além disso, ela indica que 32,7% dos entrevistados acredita na palavra de Moreno, enquanto 59,7% não, e 7,6% não respondeu.