PUBLICIDADE
Topo

Exército sírio anuncia sua entrada em Manbij

28/12/2018 09h11

Beirute, 28 dez (EFE).- O exército da Síria anunciou nesta sexta-feira que entrou na cidade de Manbij, no norte do país, depois que as milícias curdo-sírias Unidades de Proteção Popular (YPG, na sigla em curdo) se retiraram do local.

As forças armadas do regime sírio enviaram tropas à cidade "em resposta ao pedido do povo da região de Manbij" e com o propósito de "impor a soberania do Estado em cada centímetro do território da República Árabe da Síria", diz um comunicado divulgado pela agência de notícias oficial "Sana".

As unidades do exército leal ao presidente Bashar al Assad entraram em Manbij e hastearam a bandeira síria, detalhou a agência.

No comunicado, o exército reiterou seu compromisso de "esmagar o terrorismo e derrotar todos os invasores e ocupantes do território da Síria".

O anúncio da entrada das tropas sírias em Manbij aconteceu minutos depois que as milícias curdas das YPG pediram ajuda a Assad para proteger a região diante da ofensiva anunciada pela Turquia.

O grupo anunciou que retirou suas tropas de Manbij e que está cedendo o controle da cidade às forças governamentais.

"Convidamos as forças do governo sírio, que têm a obrigação de proteger o país, a nação e suas fronteiras, para que tomem controle das áreas das quais nossas forças estão se retirando, em particular Manbij, e que protejam essas áreas contra uma invasão turca", disse o grupo em comunicado.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH) informou ontem que "dezenas de veículos" com centenas de combatentes das forças leais a Assad chegaram aos arredores de Manbij.

O anúncio da saída das YPG de Manbij acontece dias depois que o presidente americano, Donald Trump, anunciou a retirada de suas tropas da Síria, que apoiam as milícias curdas na ofensiva contra o EI.

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, anunciou em 12 de dezembro que estava preparando uma ofensiva no norte da Síria contra as YPG, grupo que Ancara considera terrorista por seus vínculos com o PKK, a guerrilha curda ativa em território turco. EFE