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Ex-ministro principal da Escócia enfrenta 14 acusações de delitos sexuais

24/01/2019 14h47

Edimburgo (Reino Unido), 24 jan (EFE).- O ex-ministro principal da Escócia Alex Salmond, que foi detido nesta quinta-feira, enfrenta um total de 14 acusações de crimes sexuais, entre eles duas por tentativa de estupro, informou a Justiça escocesa.

O ex-dirigente nacionalista, que diante dos veículos de imprensa se declarou "absolutamente inocente de qualquer crime", responde a nove acusações de agressão sexual, duas de abuso sexual e uma de desordem pública, além das de estupro.

Após comparecer diante do Tribunal do Sheriff de Edimburgo, Salmond afirmou que as autoridades policiais comunicaram a detenção nesta quarta-feira ao advogado e que foi posto em liberdade mediante o pagamento de fiança com a condição de que hoje comparecesse diante da Justiça.

Salmond acrescentou que não fará comentários "até que o procedimento tenha concluído", mas reiterou sua inocência e garantiu que se defenderá "o máximo possível diante da Corte".

"Agora que este procedimento está em andamento, é mais importante do que nunca respeitá-lo, e a única coisa que posso dizer é que rejeito absolutamente estas acusações de criminalidade e me defenderei nos tribunais", sustentou.

O antigo líder do Partido Nacionalista Escocês (SNP) chegou às dependências judiciais da capital escocesa a pé e acompanhado de seus representantes legais.

Desde agosto, as autoridades o investigam por causa de duas denúncias de assédio sexual, apresentadas por duas mulheres que foram suas funcionárias durante o período que esteve à frente do Governo regional (2007-2014), acusações que ele nega.

Em seu breve comparecimento de hoje diante da imprensa, indicou que sente "grande confiança no sistema judicial da Escócia" e que tem motivos para isso, se referindo à batalha judicial que ganhou, há apenas duas semanas, contra o Governo que presidiu.

No último dia 8, a Justiça decidiu que o Executivo de sua sucessora, Nicola Sturgeon, infringiu a legislação governamental durante a investigação interna que realizou pela apresentação destas duas denúncias.

A decisão se centrou totalmente na atuação do Gabinete regional e não tem relação com a investigação que a polícia está fazendo sobre os crimes contra Salmond.

De acordo com a imprensa local, os fatos denunciados pelas ex-empregadas ocorreram supostamente em 2013 na Bute House, a residência oficial do ministro principal em Edimburgo.

Sturgeon rejeitou fazer alguma avaliação sobre a detenção de seu ex-mentor e assegurou que se pronunciar seria "completamente inadequado para mim ou para qualquer outra pessoa".

Salmond, considerado uma das grandes figuras do movimento independentista escocês, foi ministro principal da região até 2014, depois que no referendo de independência do Reino Unido 55% dos escoceses rejeitaram a separação.

Este resultado desencadeou sua renúncia e que foi substituído por Sturgeon à frente do Governo e do SNP. EFE

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