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Guaidó afirma que sua prisão seria golpe de Estado na Venezuela

25/01/2019 16h53

Caracas, 25 jan (EFE).- O líder do parlamento da Venezuela, Juan Guaidó, que há dois dias disse ter assumido as competências do Executivo como presidente em exercício, disse nesta sexta-feira que se as autoridades do país lhe colocarem atrás das grades seria um "golpe de Estado", uma vez que, segundo reiterou, sua autoridade é "legítima".

"Correu muito o rumor de que vão me prender (...) Golpe seria se me levassem, isso é um golpe", disse Guaidó em resposta ao presidente Nicolás Maduro, que lhe acusa de golpismo por ter se autoproclamado como presidente em exercício.

Guaidó acredita que até agora não o detiveram - apesar de a Justiça ter ordenado que o Ministério Público determine responsabilidades por sua atitude - porque sua ação está embasada por um marco constitucional.

O parlamentqr disse também que o governo mostrou "a mesma retórica de sempre" ao acusar novamente de golpismo a Assembleia Nacional, de maioria opositora.

"Caso se atrevem a sequestrar o poder, a sequestrar de novo o presidente da única instituição legítima (...) eu lhes peço que sigam no caminho, pacífico e de maneira não violenta, mas com muita contundência e em cada rua, cada cantinho da Venezuela, exigindo o que nos corresponde pela liberdade, pelo futuro de nossos filhos", destacou.

Guaidó afirmou ainda que exercerá suas funções (executivas) na rua, e lembrou que os deputados estão trabalhando para conseguir a "cessação da usurpação" de Maduro, criar as condições para instalar um "governo de transição" e, posteriormente, convocar "eleições livres".

"Entendendo que estamos em uma ditadura, entendendo que seguem usurpando a faixa presidencial e alguns poucos usam as baionetas da República para amedrontar, aqui estamos com o peito e o coração na rua", acrescentou Guaidó, em alusão aos protestos antigovernamentais desta semana que deixaram 26 mortos, segundo dados não oficiais. EFE

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