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Oposição venezuelana inicia reuniões determinantes nos EUA para transição

23.jan.2019 -  Manifestantes protestam nas ruas de Caracas, capital da Venezuela, em oposição ao governo de Nicolás Maduro - Adriana Loureiro/Reuters
23.jan.2019 - Manifestantes protestam nas ruas de Caracas, capital da Venezuela, em oposição ao governo de Nicolás Maduro Imagem: Adriana Loureiro/Reuters

29/01/2019 14h39

Representantes da oposição a Nicolás Maduro começam nesta terça-feira (29) reuniões determinantes em Washington, nos Estados Unidos, para consolidar a transição do poder na Venezuela, iniciada depois da autoproclamação de Juan Guaidó como presidente do país na última quarta-feira (23).

Em comunicado, o partido Primeiro Justiça (PJ), liderado pelo deputado Julio Borges, anunciou que ele comandará uma série de encontros de alto nível com os EUA e representantes do Grupo de Lima, formado por 14 países, entre eles o Brasil.

O opositor será acompanhado por Carlos Vecchio, recém-nomeado como encarregado de negócios da Venezuela nos EUA por Guaidó.

Os dois realizarão encontros com integrantes da Casa Branca, do Departamento de Estado e do Congresso dos EUA para discutir o aprofundamento das sanções e ações contra familiares e 'laranjas' da cúpula militar e civil que hoje sustenta o governo de Maduro.

"Estamos decididos a conseguir a mudança na Venezuela e exerceremos toda a pressão necessária para quebrar a ditadura", disse Borges no comunicado divulgado por seu partido.

Há mais de um ano, os dois realizaram encontros com representantes de diferentes países para buscar apoio para a Assembleia Nacional, controlada pela oposição. O órgão foi declarado em "desacato" pelo Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) por não atender a medidas judiciais e pedir o desconhecimento do governo de Maduro.

Atualmente, a oposição venezuelana considera que Maduro está "usurpando" o poder e não reconhecem os resultados das eleições presidenciais vencidas pelo chavismo em maio do ano passado.

Por esse motivo, Guaidó se autoproclamou presidente do país com base em interpretações em três artigos da Constituição.

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