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"Coalizão internacional" administra ajuda humanitária à Venezuela, diz Guaidó

30/01/2019 17h34

Caracas, 30 jan (EFE).- O líder da Assembleia Nacional venezuelana, Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente em exercício do país, disse nesta quarta-feira que "uma coalizão internacional" está administrando a entrada de ajuda humanitária na Venezuela.

Guaidó indicou a jornalistas, durante sua participação em um protesto no Hospital Clínico Universitário de Caracas, que "uma coalizão internacional vai se formar para atender a emergência humanitária", e que já foram priorizadas algumas ajudas para solucionar a escassez de remédios para doentes renais.

Além disso, afirmou que em breve será anunciado o "desdobramento logístico" das ajudas e que no chamado "Plano País", que o parlamento elabora para uma eventual transição, serão apresentados mais detalhes sobre o programa opositor para atender a emergência.

O antichavismo alega que a Venezuela, um país afligido por uma severa crise, sofre uma emergência humanitária e precisa de ajuda externa para enfrentá-la, uma tese rejeitada pelo presidente Nicolás Maduro, por acreditar que estas ajudas desembocariam em uma invasão armada que lhe tiraria do poder.

Nesse sentido, Guaidó afirmou que Maduro, que governa desde 2013, "está dissociado" ao não reconhecer a emergência.

"Não reconhece os emigrantes, reconhecidos pela ONU, não sabe que aqui há pacientes morrendo por falta de insumos", acrescentou.

Guaidó também disse que tratou este tema durante a manhã com o presidente americano, Donald Trump, que lhe ofereceu "apoio às competências constitucionais" após autoproclamar-se presidente em exercício há uma semana. EFE

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