PUBLICIDADE
Topo

Internacional

Venezuela liberta 2 jornalistas franceses presos em Caracas

31/01/2019 15h19

Paris, 31 jan (EFE).- Dois jornalistas franceses da emissora "TMC", detidos na Venezuela há dois dias enquanto cobriam a crise enfrentada pelo país, foram libertados nesta quinta-feira.

"Estamos felizes de anunciar que Baptiste des Monstiers e Pierre Caillé foram libertados e estarão em breve outra vez em Paris", afirmou a conta oficial do programa "Quotidien", exibido pela "TMC", para o qual os dois profissionais franceses trabalham.

Segundo a "TMC", os dois foram presos enquanto faziam imagens do Palácio Presidencial de Miraflores, em Caracas.

O anúncio da libertação foi feito poucas horas depois de o governo da França ter exigido que os jornalistas deixassem a prisão.

O secretário-geral da organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF), Christophe Deloite, disse que a prisão dos jornalistas era "extremamente inquietante" e criticou as "detenções arbitrárias do governo de Nicolás Maduro".

Além dos dois franceses, quatro profissionais da Agência Efe foram presos ontem em Caracas. Três deles - os colombianos Leonardo Muñoz e Mauren Barriga, além do espanhol Gonzalo Domínguez - também foram libertados hoje. O motorista venezuelano José Sala segue detido na sede do Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin).

O primeiro-ministro da França, Édouard Philippe, fez um pronunciamento no Senado alertando que a única solução possível para a crise da Venezuela deve ser política, negociada e pacífica.

Ainda na noite de ontem, o chanceler da Venezuela, Jorge Arreaza, afirmou que era "inédito e irresponsável" o fato de veículos de imprensa terem enviado jornalistas ao país sem cumprir os requisitos mínimos exigidos pela legislação local para depois "provocar um escândalo midiático com o apoio de seus governos".

Os profissionais da Efe que atuavam em Caracas passaram por todos os controles migratórios do aeroporto internacional Simón Bolívar e informaram ao governo venezuelano que trabalhariam no escritório da agência na capital. EFE

Internacional