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Canadá suspende voos dos modelos Boeing 737 MAX 8 e 9

13/03/2019 14h54

Toronto, 13 mar (EFE).- O Canadá decidiu suspender "de forma imediata" os voos dos aviões Boeing 737 MAX 8 e 9 no espaço aéreo nacional após receber novas informações, informou nesta quarta-feira o ministro dos Transportes canadense, Marc Garneau.

Garneau afirmou em entrevista coletiva que a decisão é resultado "de nova informação recebida nesta manhã" e que tem caráter provisório.

Até então, o Canadá era um dos poucos países que ainda não tinha decidido imobilizar a sua frota de aviões Boeing 737 MAX 8 após o acidente do voo da Ethiopian Airlines, que domingo passado matou 157 pessoas, entre elas 18 canadenses. Três companhias aéreas canadenses, Air Canada, WestJet e Sunwing, operam um total de 40 Boeing 737 MAX 8.

"A nova informação procede de dados validados de acompanhamento via satélite que sugerem uma possível, embora não provada, similaridade no perfil de voo do avião da Lion Air", explicou Garneau, em referência ao acidente de um 737 MAX da companhia aérea indonésia que, em outubro de 2018, provocou 189 mortes.

"Alerto que esta nova informação não é conclusiva e que devemos esperar novas evidências que esperamos dos gravadores de voz e dados de voo", acrescentou.

No acidente da Air Lion de outubro do ano passado, um Boeing 737 MAX 8 - mesmo modelo do acidente de domingo nos arredores de Adis Abeba - caiu no mar de Java.

O ministro dos Transportes do Canadá, que na segunda-feira afirmou que era "prematuro" ordenar a imobilização dos Boeing 737 MAX 8, disse que a suspensão afeta todas as operações do modelo, tanto de companhias aéreas nacionais como estrangeiras.

A decisão do Canadá ocorre após uma das companhias aéreas canadenses que operam o Boeing 737 MAX 8, a Sunwing Airlines, ter anunciado hoje que não usaria os quatro aviões desse modelo que tem na sua frota "por razões comerciais não relacionadas com a segurança".

Além disso, um dos sindicatos da principal companhia aérea do país, Air Canada, anunciou que os seus filiados não queriam ser forçados a voar nos Boeing 737 MAX 8 da empresa. EFE