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Internacional

Rússia se dá por desculpada após relatório sobre ingerência eleitoral nos EUA

25/03/2019 12h48

Moscou, 25 mar (EFE).- A Rússia se deu por desculpada nesta segunda-feira após a publicação do resumo do relatório do procurador especial dos Estados Unidos Robert Mueller, que determinou a ausência de conspiração entre a campanha de Donald Trump e as autoridades russas durante as eleições presidenciais de 2016.

"A conclusão principal, que é a ausência de conspiração entre a campanha eleitoral de Donald Trump e a Rússia, simplesmente não poderia ser outra", diz um comunicado do Ministério de Relações Exteriores da Rússia.

A entidade governamental, no entanto, disse que se assustou com o fato de que, "para chegar a essa conclusão, a equipe de 19 juristas, 40 agentes do FBI, especialistas criminalistas e outros agentes, teve que trabalhar por quase dois anos".

"Durante esse período, foram 2.800 intimações, 500 testemunhas foram interrogadas e o outras tantas diligências foram realizadas", segundo o Ministério de Relações Exteriores da Rússia.

No documento, o ministério questiona o fato de que, "para desmentir uma mentira evidente, foram necessários esforços colossais e enormes recursos dos contribuintes".

Por outro lado, o comunicado russo ignora que o relatório de Mueller confirmou "dois esforços principais da Rússia para influenciar nas eleições de 2016".

O primeiro se refere às atividades da Agência de Investigação de Internet da Rússia, "para realizar operações de desinformação nas redes sociais nos Estados Unidos", a fim de "semear a discórdia social e interferir nas eleições", e nas quais não foram encontradas evidências de colaboração nos EUA.

O segundo se refere ao fato de "o governo russo ter 'hackeado' com sucesso os computadores, obtido e-mails de pessoas ligadas à campanha de (Hillary) Clinton e às organizações do Partido Democrata e divulgado esses materiais através de vários intermediários, entre eles (o site) WikiLeaks".

Há 26 russos acusados por isso, que provavelmente jamais serão julgados nos EUA porque a Rússia não extradita seus cidadãos.

"Esperemos que, com o tempo, Washington tenha coragem e reconheça oficialmente que não só não houve nenhuma conspiração, mas todas as insinuações sobre a 'ingerência russa' são caluniosas e sem fundamento", concluiu o ministério russo na nota. EFE

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