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Israel construirá assentamento judaico em homenagem a Donald Trump

Jonathan Ernst/Reuters
8.mai.2018 - Presidente dos EUA, Donald Trump Imagem: Jonathan Ernst/Reuters

2019-06-16T15:04:00

16/06/2019 15h04

Jerusalém, 16 jun (EFE).- O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou neste domingo a construção de um assentamento judaico chamado "Colina Trump" no território sírio ocupado das Colinas de Golã, em homenagem ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, embora este só será estabelecido quando for formado o novo governo após as eleições de setembro.

Em reunião de Gabinete descrita como festiva e feita de maneira extraordinária nas Colinas de Golã ocupadas na Guerra dos Seis Dias de 1967, o governo interino israelense aprovou o estabelecimento de uma colônia que terá o nome do presidente americano, que em março reconheceu a soberania israelense sobre o Golã, um território ocupado segundo as resoluções da ONU e anexado unilateralmente por Israel em 1981.

"Estamos vivendo um dia histórico", expressou Netanyahu, que enfatizou a importância de "construir uma nova comunidade nas Colinas Golã, algo que não era feito há muitos anos".

O premiê acrescentou que a criação da nova colônia é um ato sionista e de assentamento e uma maneira de homenagear Trump, a quem descreveu como "grande amigo do Estado de Israel" e agradeceu novamente por ter reconhecido a soberania israelense sobre esse território.

Netanyahu mencionou também que este ato tem uma grande carga simbólica e representa a continuação do controle das Colinas de Golã, onde disse que Israel continuará construindo e se desenvolvendo para todos os seus cidadãos.

A cerimônia, realizada no território onde será criado o assentamento e no qual foi inaugurado um grande cartaz com o nome "Colina Trump", contou com a presença do embaixador dos EUA em Israel, David Friedman, que expressou gratidão pela decisão, agradeceu pela reunião governamental e classificou a criação do assentamento como um gesto "merecido e, antes de tudo, muito estimado" que representa a força da aliança entre ambos os países.

Israel controla desde a Guerra dos Seis Dias de 1967 dois terços das Colinas de Golã, e a comunidade internacional não reconhece sua soberania nesse território, que o país anexou em 1981 unilateralmente, sem o seu reconhecimento.

A resolução da ONU 242 (de 1967) lembra a Israel "a inadmissibilidade da aquisição de território por meio da guerra", enquanto a 497 (de 1981) considera a decisão israelense de impor suas leis, jurisdição e administração nas Colinas de Golã sírias ocupadas "nula, inválida e sem efeito internacional legal". EFE

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