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The Lancet faz alerta sobre estudo que abordou riscos da hidroxicloroquina

10.abr.2020 - Rio de Janeiro: foto ilustrativa mostra comprimidos de Plaquinol (sulfato de hidroxicloroquina) - Buda Mendes/Getty Images
10.abr.2020 - Rio de Janeiro: foto ilustrativa mostra comprimidos de Plaquinol (sulfato de hidroxicloroquina) Imagem: Buda Mendes/Getty Images

03/06/2020 15h15Atualizada em 03/06/2020 15h18

A revista médica britânica The Lancet fez uma advertência hoje sobre o estudo publicado em 22 de maio, que abordou os riscos do uso da hidroxicloroquina para tratar pacientes com covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus.

A pesquisa, feita a partir de observação, sugere que a terapia com cloroquina ou o análogo hidroxicloroquina, utilizados contra malária e lúpus, não ofereceria qualquer benefício contra a covid-19. Além disso, a combinação com um determinado tipo de antibiótico, estaria ligado ao aumento das taxas de mortalidade.

A revista aponta que alguns dos autores do texto encarregaram uma auditoria independente para avaliar a procedência e a validade dos dados, processo que está em curso e cujo resultado é aguardado para "em breve".

De toda forma, a Lancet optou por fazer uma "expressão de preocupação", para alertar os leitores sobre o fato, já que foram notificadas questões científicas consideradas relevantes sobre o estudo.

"Atualizaremos este aviso assim que tenhamos mais informação", informa a revista.

Dias depois da publicação do estudo, a Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou a paralisação temporária dos testes clínicos com a hidroxicloroquina, medida que foi considerada como precaução, com possibilidade de ser revisada no futuro.

O estudo publicado na Lancet analisava os dados de quase 15 mil pacientes, internados em 600 hospitais, que receberam o medicamento, ingerido com ou sem combinação com os antibióticos azitromicina ou claritromicina), além de dados de outros 81 mil infectados.

A pesquisa está assinada por especialistas do Brigham and Women's Hospital, pela Universidade de Utah, pelo Instituto HCA, pela empresa Surgisphere, todas nos Estados Unidos, e do Hospital Universitário de Zurique, na Suíça.

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