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Coronavírus

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4 meses

Chile registra segundo maior número de casos diários de covid-19

Pessoas esperam em sala de monitoramento em Santiago, no Chile, após receberem a primeira dose da CoronaVac, vacina contra covid-19 - REUTERS/Ivan Alvarado
Pessoas esperam em sala de monitoramento em Santiago, no Chile, após receberem a primeira dose da CoronaVac, vacina contra covid-19 Imagem: REUTERS/Ivan Alvarado

29/05/2021 04h03Atualizada em 29/05/2021 09h17

O Chile confirmou ontem 8.680 novos casos de covid-19, que é o segundo maior número desde o início da pandemia e é registrado apesar do bem-sucedido processo de vacinação realizado pelo país com mais de 51% da população-alvo totalmente imunizada.

"Estamos preocupados com este aumento de casos. O mais importante é, enquanto os cidadãos continuam sua imunização, manter sempre medidas de autocuidado", reconheceu o ministro da Saúde do Chile, Enrique Paris.

O saldo total desde o início da pandemia, em março do ano passado, é de 1,36 milhão de casos e 28.928 mortes por covid-19, após o registro de 119 óbitos nas últimas 24 horas. "Apenas quatro (das 16) regiões diminuíram seus casos nos últimos sete dias", disse Paris.

A taxa de positividade nacional - testes PCR positivo por cada 100 exames realizados - foi novamente superior a 10% (10,7%) após mais de 72 mil exames, enquanto na capital subiu para 13%.

O número de pacientes em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) também aumentou: nas últimas 24 horas foram confirmadas 3.067 pessoas em estado grave - um dos maiores já registrados -, o que significa que apenas 207 leitos para pacientes em estado crítico permanecem livres em todo o país.

O aumento das infecções começou há uma semana, no momento em que o país parecia estar se recuperando de uma grave segunda onda que ocorreu em março e abril, após as férias de verão, que colocou o sistema de saúde sob pressão.

Até agora, o pior número de toda a pandemia foi registrado em 9 de abril, quando 9.171 infecções foram confirmadas.

Com a chegada de maio, que trouxe uma ligeira melhora, as autoridades começaram a suspender as quarentenas, adiaram o toque de recolher por uma hora e lançaram o polêmico "passe de mobilidade", um cartão que dá mais liberdade às pessoas vacinadas.

O aumento dos casos também ocorre em paralelo a uma das campanhas de vacinação mais bem-sucedidas do mundo: o Chile conseguiu vacinar com duas doses 51,7% dos 15 milhões de pessoas que compõem a população-alvo, uma marca que só o coloca atrás de Israel, de acordo com dados da Universidade de Oxford.

1º lote da vacina chinesa CanSino chega ao país

Ainda ontem, o país recebeu o primeiro lote da vacina elaborada pela farmacêutica chinesa CanSino contra a covid-19, com 300 mil doses.

Este é o quarto laboratório que fornece imunizantes para a campanha de vacinação do país, junto com os de Pfizer, Sinovac e AstraZeneca.

O lote foi recebido no principal aeroporto do país, na capital, Santiago, por autoridades como o ministro da Saúde, Enrique Paris.

"Esta é uma vacina que provou ser segura, eficaz e com efeitos adversos mínimos", disse Paris, ressaltando que as doses começarão a ser distribuídas já hoje.

A vacina Convidecia, produzida pela CanSino, requer apenas uma dose, ao contrário das outras que estão sendo aplicadas no Chile.

"Isso nos permite obter vantagens, como alcançar pessoas que vivem em condições geograficamente difíceis", ressaltou o ministro de Ciência e Tecnologia, Andrés Couve, também presente no aeroporto.

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