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África do Sul pede na OMS que países voltem atrás em proibições de viagens

A África do Sul pediu que países reconsiderem a decisão de proibir viagens ao território sul-africano após o anúncio da descoberta da nova variante da ômicron - AFP
A África do Sul pediu que países reconsiderem a decisão de proibir viagens ao território sul-africano após o anúncio da descoberta da nova variante da ômicron Imagem: AFP

30/11/2021 00h05Atualizada em 30/11/2021 07h51

A África do Sul pediu nesta segunda-feira, na reunião extraordinária da Organização Mundial da Saúde (OMS), que os países reconsiderem a decisão de proibir viagens ao território sul-africano após o anúncio da descoberta da nova variante da ômicron, compreendam que se trata de uma medida ineficaz e voltem atrás.

"Estamos decepcionados por alguns países terem imposto injustificadamente proibições de viagens que nos afetam e nos preocupa que a lista continue crescendo, o que é discriminatório", disse o ministro da Saúde sul-africano, Joe Phaahla.

O ministro lembrou que a proibição de viajar não foi imposta a outros países onde a variante ômicron também foi encontrada.

Botswana e África do Sul foram os primeiros a relatar recentemente o aparecimento de uma nova variante do coronavírus, o que levou ao cancelamento de voos e à quarentena dos seus cidadãos em outros países, entre outras medidas.

Phaahla argumentou que em vez de serem recompensados pela rapidez e a vigilância epidemiológica, ambos os países estão sendo punidos. A OMS teme que isto desincentive outros países a relatar possíveis novas variantes devido às consequências para eles.

O ministro Phaahla sul-africano enfatizou que a OMS declarou em várias ocasiões nos últimos dois anos que a imposição de restrições de viagem não tem resultados significativos na redução da propagação do vírus e que as principais medidas de prevenção, como vacinação, utilização de máscaras, distanciamento social, ventilação de locais fechados e evitar multidões, devem ser aplicadas.

A OMS abriu nesta segunda-feira uma assembleia extraordinária na qual os membros decidirão se devem avançar para negociar um tratado internacional de preparação e resposta a uma pandemia para corrigir os erros que o mundo cometeu na atual crise da covid-19.

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