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1 mês

UE: Eleições em Honduras foram tranquilas, apesar de gestão politizada

01/12/2021 06h40

Tegucigalpa, 30 nov (EFE).- A Missão de Observação Eleitoral da União Europeia (MOE UE) em Honduras disse nesta terça-feira que as eleições gerais de domingo no país foram realizadas em clima de tranquilidade, apesar de uma gestão "altamente politizada".

"O dia das eleições transcorreu em calma, e os eleitores compareceram em grande número nas seções eleitorais, mostrando um forte compromisso com a democracia e os valores cívicos", disse Zeljana Zovko, chefe da MOE-UE, ao apresentar o relatório preliminar da delegação da UE sobre o pleito.

Ela comentou que a transmissão fluida dos resultados preliminares das eleições aumentou "a transparência e a confiança, embora tenha sido limitada a metade das mesas de votação".

Xiomara Castro, candidata presidencial pelo partido Liberdade e Refundação (Libre), lidera a apuração, de acordo com relatórios preliminares.

Castro tinha 966.084 votos (53,56%), contra 611.828 (33,92%) de Nasry Asfura, candidato do Partido Nacional, quando 51,74% do total tinha sido contabilizado.

Zovko disse que as eleições hondurenhas foram caracterizadas por "uma gestão altamente politizada e níveis de violência política sem precedentes".

Ela acrescentou que o medo da violência eleitoral "minou a oportunidade efetiva de campanha igualitária e o direito à participação política dos candidatos e eleitores".

Segundo a missão da UE, a imprensa estatal "favoreceu visivelmente o Partido Nacional (governista) e seu candidato presidencial".

Já o chefe da delegação do Parlamento Europeu, Javier Nart, disse que os hondurenhos mostraram "um profundo senso de democracia e civismo" ao se apresentarem para votar.

"Agora é o momento para os políticos colocarem as instituições a serviço dos cidadãos para criar as oportunidades que este país precisa e garantir um futuro mais próspero e seguro para Honduras", afirmou.

A convite do governo de Honduras, a UE destacou 78 observadores, e a missão permanecerá no país para acompanhar o restante da apuração.

O relatório final, que incluirá recomendações sobre possíveis reformas para futuros processos eleitorais, será apresentado nos próximos dois meses. EFE