PUBLICIDADE
Topo

Coronavírus

Conteúdo publicado há
1 mês

Lisboa, Porto e outras cidades de Portugal cancelam eventos do Réveillon por temer covid

11.set.2021 - Centro histórico da cidade de Porto, em Portugal, durante a pandemia do novo coronavírus - Yanosh_Nemesh/Getty Images
11.set.2021 - Centro histórico da cidade de Porto, em Portugal, durante a pandemia do novo coronavírus Imagem: Yanosh_Nemesh/Getty Images

Da Efe

03/12/2021 13h34Atualizada em 03/12/2021 13h48

Os governos de várias cidades de Portugal, incluindo os de Lisboa e Porto, anunciaram o cancelamento de vários eventos programados ao ar livre para a noite de Réveillon, visando parar o avanço da quinta onda de contágio da covid-19.

Também adotaram medidas semelhantes as prefeituras de Braga, Nazaré e Albufeira.

Assim, ficam canceladas festividades ao ar livre, show e espetáculo de queima de fogos de artifício, decisões que já tinham sido tomadas no ano passado, para evitar aglomerações nas ruas.

Nos últimos dias, Portugal registrou um aumento no número de casos de infecção pelo novo coronavírus e nas internações de pacientes com sintomas da covid-19.

Além disso, foram registrados os primeiros casos da variante ômicron do patógeno, todos relacionados ao time masculino de futebol Belenenses, que disputa a primeira divisão do Campeonato Português.

O prefeito de Lisboa, Carlos Moedas, antecipou as medidas em entrevista à emissora local "CNN", informando o cancelamento de shows marcados para a noite do dia 31 de dezembro e admitindo que a queima de fogos deve ser suspensa.

No Porto, o prefeito Rui Moreira deve adotar estratégia semelhante. Em Nazaré, devem ser cancelados os eventos do Carnaval da cidade, é celebrado no primeiro dia do novo ano.

A festa da praia de Mira, município pertencente ao distrito de Coimbra, também não será realizada.

Estado de calamidade

Atualmente, Portugal registra incidência acumulada de 349,8 casos de covid-19 para cada 100 mil habitantes nos últimos 14 dias. Por causa do aumento do contágio, o governo do país decretou estado de calamidade, que só está abaixo ao de emergência, até 20 de março, pelo menos.

Assim, no território português, fica adotado o uso do certificado digital de vacinação, que passa a ser obrigatório para a entrada em restaurantes - com exceção de varandas e terraços -, em pontos turísticos, em eventos com assentos marcados, academias, cassinos e bingos.

Para boates e outros espaços de entretenimento noturno, assim como asilos e hospitais e instalações esportivas, como estádios de futebol, é necessária também a apresentação de teste de detecção do novo coronavírus com resultado negativo.

Na semana de 2 a 9 de janeiro, além disso, as restrições aumentarão, com a obrigatoriedade do trabalho remoto e o fechamento dos estabelecimentos de lazer noturno.

O início das aulas do terceiro trimestre escolar, que estava marcado para 3 de janeiro, será atrasado em uma semana. EFE

Coronavírus