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Conteúdo publicado há
1 mês

Ucrânia acusa Rússia de utilizar fósforo branco em ataque à escola em Donetsk

Imagem mostra bombardeio russo em Lviv  - Reprodução/O Antagonista
Imagem mostra bombardeio russo em Lviv Imagem: Reprodução/O Antagonista

Da EFE, em Lviv (Ucrânia)

18/05/2022 15h28

O exército da Ucrânia denunciou nesta quarta-feira (18) que as tropas russas bombardearam uma escola em Avdiivka, na região de Donetsk, no leste da Ucrânia, e o uso de munições com fósforo branco no ataque.

A informação foi divulgada pelo chefe da Administração Militar Regional de Donetsk, Pavlo Kyrylenko, através do Telegram, segundo aponta a agência ucraniana de notícias "Ukrinform".

As bombas de fósforo produzem chamas que não podem ser apagadas com água, e seus componentes aderem à pele das vítimas, que podem arder até os ossos.

O uso do componente químico contra pessoas está proibido desde 1997 pela Convenção de Genebra.

"Os russos destruíram mais uma instituição educacional na região de Donetsk, a Escola Número 1, que tem sede em Avdiivka", escreveu Kyrylenko.

"À noite, as tropas russas bombardearam a escola com munições proibidas de fósforo branco. A escola queimou por completo. Por sorte, não foram reportadas vítimas, apenas havia funcionários no prédio, que conseguiram escapar", completou.

De acordo com informações de Kyrylenko, mais de 200 crianças estavam matriculadas na agora destruída Escola Número 1, antes do início da invasão russa.

"Estudavam convidados de todo país e do exterior. Agora, são ruínas. Não havia militares, nem equipamento militar na escola. Como de costume, os russos estão destruindo deliberadamente a estrutura civil", denunciou a fonte.

O líder militar regional apontou que, desde 24 de fevereiro, 416 instalações educacionais foram danificadas ou destruídas em Donetsk pelas tropas de Moscou, incluindo 181 creches.

"Reconstruiremos tudo, e os russos pagarão um preço alto", prometeu Kyrylenko.

Esta não é a primeira vez que autoridades ucranianas acusam russos de utilizar fósforo branco para atacar cidades. Denúncias anteriores foram feitas no início do mês em Mariupol.