Malásia cogita desistir da F1 por queda na venda de ingressos e audiência

KUALA LUMPUR (Reuters) - A Malásia está cogitando não realizar mais o Grande Prêmio de Fórmula 1 anual quando seu contrato vencer em 2018 por causa da queda na venda de ingressos e na audiência de televisão.

O governo e os organizadores da corrida devem se reunir na quinta-feira para decidir se o país deveria continuar a sediar a prova, disse a agência de notícias Bernama nesta segunda-feira.

Em uma série de postagens em sua conta oficial no Twitter, o ministro dos Esportes malaio, Khairy Jamaluddin, disse que os custos de realização da corrida são altos demais, enquanto os lucros são limitados.

"Quando sediamos a F1 pela primeira vez foi um grande negócio. Primeiro lugar da Ásia fora do Japão. Agora há muitos lugares. Não há a vantagem de ser o primeiro. Não é uma novidade", disse.

"Venda de ingressos de F1 declinando, audiência de TV em queda. Visitantes estrangeiros em queda porque podem escolher Cingapura, China, Oriente Médio. Os lucros não são tão grandes".

A estatal de petróleo e gás Petronas patrocina a prova de F1 em Kuala Lumpur, e a empresa vem sendo muito afetada pela queda nos preços do petróleo nos últimos tempos.

O executivo-chefe do Circuito Internacional de Sepang (SIP, na sigla em inglês), onde acontecem as corridas, disse que a venda de entradas para o GP tem caído desde 2014, e relatórios iniciais mostraram que a audiência televisiva deste ano foi a menor da história na Malásia.

O GP da Malásia mais recente ocorreu no início deste mês, quando o australiano Daniel Ricciardo obteve sua primeira vitória na temporada.

O evento foi ofuscado por uma polêmica porque nove australianos foram presos no circuito por se despirem e ficarem só com trajes de natação estampados com a bandeira malaia, o que revoltou locais, que classificaram o gesto como um sinal de desrespeito.

(Por Rozanna Latiff)

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