Defensora da atividade de petróleo é escolhida para Departamento do Interior nos EUA

Por Ginger Gibson e Valerie Volcovici

WASHINGTON (Reuters) - O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, vai escolher a deputada Cathy McMorris Rodgers, uma forte defensora do maior desenvolvimento da indústria de petróleo e gás e cética em relação às mudanças climáticas, para comandar o Departamento do Interior, afirmou um aliado de Trump nesta sexta-feira.

A indicação poderia significar um acesso mais fácil da indústria a mais de um quarto do território norte-americano, de parques nacionais a áreas indígenas, que vão do Ártico até o Golfo do México, onde empresas de energia têm mostrado vontade de perfurar e escavar.

Três fontes falando sob condição de anonimato disseram à Reuters mais cedo que a expectativa era que Trump escolhesse a parlamentar do Estado de Washington para chefiar o departamento responsável pelo gerenciamento e a conservação de terras federais e pela administração de programas relacionados às tribos indígenas norte-americanas.

A opção se encaixaria perfeitamente com a promessa do presidente republicano eleito de reforçar a indústria norte-americana de energia, reduzindo os poderes do governo federal, e se daria depois de ele ter escolhido nesta semana Scott Pruitt, procurador geral de Oklahoma, um cético sobre mudanças climáticas e contrário a regulamentações, para comandar a Agência de Proteção Ambiental.

Cathy McMorris Rodgers tem apoiado os esforços para expandir a indústria de petróleo e gás. Ela votou a favor do ato que teria tornado mais fácil as perfurações em territórios de tribos, medida contudo que foi vetada pelo presidente Barack Obama em 2015.

No seu site, como umas das suas principais conquistas em energia e ambiente, ela destaca o seu apoio à recente anulação de uma proibição de décadas sobre exportações de petróleo e a um projeto para rejeitar o ato sobre águas da agência ambiental.

Ela também tem manifestado ceticismo em relação às mudanças climáticas, se opondo sempre a medidas de Obama para combater o problema.

A Liga de Eleitores pela Conservação deu recentemente nota zero à deputada pelo seu retrospecto ambiental no Congresso.

"Donald Trump colocou um grande sinal de ‘vende-se’ nas nossas terras públicas”, disse a liga num comunicado sobre a escolha da deputada para o governo.

O Centro para Prioridades Ocidentais também se disse preocupado pela possibilidade de a parlamentar buscar vender terras federais depois que ela promoveu em 2011 um projeto para colocar mais de 1,21 milhão de hectares em leilão.

Não tiveram sucesso os esforços para contatar a parlamentar. Um representante da equipe de transição de Trump não respondeu aos pedidos por comentários.

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