Trump admite participação da Rússia em escândalo de e-mails, diz futuro chefe de gabinete

De Washington

  • Andrew Harnik/AP

O presidente eleito Donald Trump aceitou a conclusão da investigação das agências norte-americanas de inteligência de que a Rússia apoiou ataques virtuais com a finalidade de tumultuar as eleições presidenciais e agora deverá anunciar ações em resposta, afirmou seu futuro chefe de gabinete neste domingo.

Reince Priebus, ex-presidente do Comitê Nacional Republicano, afirmou que Trump agora admite que Moscou estava por trás dos ataques a organizações do Partido Democrata. "Ele aceita o fato de que neste caso particular entidades da Rússia tiveram participação", disse Priebus em entrevista ao "Fox News Sunday".

Os comentários de Priebus marcam uma mudança significativa na postura do futuro presidente. Em diversas oportunidades, Trump negou que os russos tentaram ajudá-lo nas eleições, argumentando que as acusações eram uma tentativa de seus adversários políticos de diminuir sua vitória.

Foi a primeira vez que um membro da alta cúpula da equipe do presidente eleito assumiu que Trump aceitou o envolvimento de Moscou na divulgação de e-mails do Partido Democrata durante as eleições de 2016.

Em comunicado emitido na sexta-feira após receber informações das centrais de inteligência, Trump não se referiu especificamente ao papel da Rússia em sua campanha presidencial.

Priebus disse ainda que Trump quer que as agências façam recomendações do que deve ser feito. Dependendo delas, "algumas ações serão tomadas", ele disse, sem se aprofundar. 

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