Obama comuta sentença da analista de inteligência que passou informações ao WikiLeaks

WASHINGTON (Reuters) - O presidente Barack Obama comutou nesta terça-feira a pena de Chelsea Manning, a ex-analista de inteligência do Exército dos Estados Unidos que está cumprindo 35 anos de prisão por enviar arquivos sigilosos ao WikiLeaks, disse a Casa Branca.

Manning, antes conhecida como Bradley Manning da Primeira Classe Privada do Exército dos EUA, nasceu homem, mas revelou após ser condenada de espionagem que se identifica como mulher.

Ela aceitou a responsabilidade por vazar o material, disse que estava passando por disforia de gênero no momento dos vazamentos enquanto estava em missão no Iraque.

Na última quinta-feira o WikiLeaks tuitou que o fundador do grupo, Julian Assange, concordaria em ser extraditado aos Estados Unidos se Manning fosse libertada.

Manning, que vazou 700 mil documentos, está presa em uma penitenciária militar no Kansas e será libertada no dia 17 de maio, quando acaba a sua nova sentença, agora comutada por Obama.

"Se Obama der clemência a Manning, Assange concordará com a extradição para os EUA, apesar da clara inconstitucionalidade do caso promovido pelo Departamento de Justiça", tuitou o WikiLeaks no dia 12 de janeiro.

Assange, que é australiano, está refugiado na embaixada do Equador em Londres desde 2012 para evitar a extradição para a Suécia por conta de acusações, que ele nega, de ter cometido estupro em 2010.

Assange diz temer ser extraditado da Suécia para os Estados Unidos, onde foi aberta uma investigação criminal

(Por Roberta Rampton)

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