Casa Branca diz que Trump convidou Netanyahu para visitar Washington

Por Ayesha Rascoe e Matt Spetalnick

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convidou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, a visitar Washington no início de fevereiro, durante um telefonema no qual debateram a importância de fortalecer a relação EUA-Israel, informou a Casa Branca no domingo.

Em sua primeira ligação para Netanyahu desde que tomou posse na sexta-feira, Trump enfatizou seu "compromisso inédito com a segurança de Israel".

"O presidente e o primeiro-ministro concordaram em continuar a se consultar com frequência a respeito de uma série de temas regionais, inclusive abordar as ameaças representadas pelo Irã", disse a Casa Branca em um comunicado.

Trump também disse que a paz entre israelenses e palestinos só pode ser negociada entre as duas partes, mas que os EUA irão trabalhar com Israel para concretizar este objetivo.

As relações entre o Estado judeu e o governo do ex-presidente Barack Obama terminaram em tom litigioso quando os EUA se abstiveram de vetar uma resolução do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) que pediu a suspensão da construção de assentamentos israelenses.

O informe da Casa Branca não incluiu nenhuma menção à transferência da embaixada norte-americana em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, uma ação que provavelmente provocaria revolta no mundo árabe.

Também no domingo, o governo norte-americano disse que está nas etapas iniciais das conversas para cumprir a promessa de campanha de Trump a respeito da mudança de endereço da embaixada.

"Estamos nos estágios mais primários de sequer debater este assunto", disse o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer. Assessores disseram que nenhum anúncio sobre uma realocação da representação é iminente.

A embaixada de Washington se localiza em Tel Aviv, assim como a maioria dos postos diplomáticos. Israel classifica Jerusalém como sua capital eterna, mas os palestinos também reivindicam a cidade como parte de um eventual Estado palestino. Os dois lados citam argumentos bíblicos, históricos e políticos.

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