Ministro das Finanças alemão aceita presidir Parlamento e destrava acordo para coalizão

Por Thomas Escritt

BERLIM (Reuters) - A Alemanha deu um primeiro passo decisivo para formar um novo governo nesta quarta-feira, quando seu veterano ministro das Finanças, o conservador Wolfgang Schaeuble, aceitou se tornar presidente do Parlamento, abrindo caminho para que um membro de outro partido assuma seu cargo.

A chanceler alemã, Angela Merkel, torcerá para que Schaeuble, profundamente respeitado no país por ajudar a zona do euro a atravessar sua crise de dívida, consiga impor sua autoridade no fragmentado Bundestag, a câmara baixa, que desde a eleição federal de domingo é composto por seis partidos.

Merkel precisa montar a primeira coalizão de três partes da Alemanha desde os anos 1950 agora que seus conservadores perderam apoio e a Alternativa para a Alemanha (AfD, na sigla em alemão) se tornou o primeiro partido de extrema-direita e anti-imigrante a entrar no Parlamento em meio século.

Schaeuble, de 75 anos, que emergiu como um dos políticos europeus mais influentes durante a crise da zona do euro, levará um peso inédito ao papel de presidente do Bundestag, normalmente uma posição de pouco destaque.

Sua disposição para deixar o ministério depois de oito anos torna mais fácil para o Partido Democrático Liberal (FDP) se unir a uma coalizão liderada por Merkel.

O FDP, que é fiscalmente tão austero quanto Schaeuble, disse querer seu posto.

"Como personalidade notável que é, Wolfgang Schaeuble possui uma autoridade natural que é de importância particular neste momento", disse o líder do FDP, Christian Lindner, ele mesmo visto como o sucessor provável do ministro das Finanças.

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