Coalizão liderada pelos EUA sinaliza fim de grandes operações contra Estado Islâmico no Iraque

BAGDÁ (Reuters) - A coalizão liderada pelos Estados Unidos sinalizou nesta segunda-feira o fim das grandes operações de combate ao Estado Islâmico no Iraque, anunciando a "desativação" de seu quartel-general de comando das forças terrestres.

O primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, declarou vitória sobre o Estado Islâmico em dezembro, cinco meses depois de suas forças terem recuperado a segunda maior cidade do país, Mosul, em uma batalha prolongada com os militantes jihadistas.

O Estado Islâmico, no entanto, continua a realizar atentados, assassinatos e emboscadas em diferentes áreas do Iraque, e permanece ativo na vizinha Síria.

Em um comunicado, a coalizão liderada pelos EUA disse que seu relacionamento com as Forças Armadas iraquianas evoluiria "de apoiar e viabilizar operações de combate para o treinamento e desenvolvimento de capacidades autossuficientes relacionadas à segurança iraquiana".

"O quartel-general das Forças Conjuntas Terrestres Combinadas foi desativado hoje em uma cerimônia em Bagdá, significando o fim das principais operações de combate contra o Isis (Estado Islâmico) no Iraque e reconhecendo a alteração na composição e as responsabilidades da coalizão."

Brett McGurk, o enviado dos EUA para a coalizão, twittou: "De Falluja a Tikrit, Baiji, Ramadi, Sinjar, Mosul e pontos no meio, nossa coalizão tem orgulho de estar ao lado das forças iraquianas e Peshmerga (curdas) enquanto libertavam seu país e 4,5 milhões de conterrâneos do Isis."

Nações da Otan concordaram em fevereiro com uma maior missão de "treinamento e aconselhamento" no Iraque, como parte de um esforço internacional mais amplo para ajudar a reconstruir o país após mais de uma década de guerra, enquanto as operações de combate diminuem.

Os Estados Unidos querem evitar uma repetição de sua retirada de 2011 do Iraque e a subsequente ascensão do Estado Islâmico à medida que a segurança se deteriora.

"A lição aprendida com o Iraque é que é perigoso partir cedo demais, porque podemos ser forçados a voltar às operações de combate", disse o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, em fevereiro.

(Por Maher Chmaytelli)

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