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China fecha transporte, templos e Disney devido a vírus; número de mortos sobe para 26

24/01/2020 09h26

Por Martin Pollard e David Stanway

XIANNING, China (Reuters) - A China intensificou medidas para conter um vírus que matou 26 pessoas e infectou mais de 800, interrompeu o transporte público em 10 cidades, fechou templos durante o Ano Novo Lunar e se apressou para construir um hospital para tratar os infectados.

O feriado de uma semana para saudar o Ano do Rato começou na sexta-feira, aumentando o temor de que a taxa de infecção acelere à medida que centenas de milhões de pessoas viajam pelo país e ao exterior. Os riscos convenceram o parque temático Disneylândia de Xangai a fechar as portas a partir de sábado até novo aviso.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o novo coronavírus uma emergência para a China na quinta-feira, mas optou por não declará-lo como epidemia de preocupação internacional.

Embora a maioria dos casos e todas as mortes tenham ocorrido na China, o vírus foi detectado em Tailândia, Vietnã, Cingapura, Japão, Coreia do Sul, Taiwan e Estados Unidos. É altamente provável que o Reino Unido também tenha casos, disse uma autoridade de saúde.

Na estação ferroviária da cidade de Wuhan, no centro da China, onde o surto começou no mês passado, poucos passageiros encaravam o risco de voltar para casa.

"Que escolha eu tenho? É o Ano Novo Chinês. Temos que ver nossa família", disse um viajante que chegava chamado Hu.

Até quinta-feira, havia 830 casos confirmados e 26 mortes, de acordo com a Comissão Nacional de Saúde.

A maioria dos casos ocorreu em Wuhan, onde se acredita que o vírus tenha se originado em um mercado que comercializava ilegalmente animais silvestres. Pesquisas preliminares sugeriram que o vírus foi passado para seres humanos por cobras.

Wuhan, uma cidade de 11 milhões de habitantes, e a vizinha Huanggang, com cerca de 7 milhões, estavam em isolamento virtual. As estações ferroviárias estavam em grande parte fechadas, com poucos trens, e voos suspensos.

Cerca de 10 pessoas desceram de um trem de alta velocidade que entrou em Wuhan na sexta-feira à tarde, mas ninguém entrou antes que ele retomasse sua jornada.

"Não tenho medo. Confio no governo. Preciso ficar com minha família", disse um passageiro, arrastando duas caixas grandes para fora da estação. Ele se recusou a dar seu nome.

Wuhan estava construindo um hospital com 1.000 leitos para os infectados e pretendia prepará-lo até segunda-feira, informou o Changjiang Daily.

Várias companhias aéreas suspenderam voos para Wuhan, enquanto os aeroportos do mundo inteiro intensificaram a triagem de passageiros da China.

(Reportagem de Roxanne Liu, Judy Hua, Tony Munroe e Ben Blanchard)

((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))

REUTERS PF

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