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Brasil também tem vacina da Pfizer 'no radar' para eventual compra, diz Pazuello

"Nós vamos observar isso daí, com a possibilidade também de entrar em algum tipo de acordo de cooperação", disse - José Dias/PR
"Nós vamos observar isso daí, com a possibilidade também de entrar em algum tipo de acordo de cooperação", disse Imagem: José Dias/PR

Pedro Fonseca

Da Reuters, no Rio de Janeiro

22/07/2020 20h10

O ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, afirmou hoje que o governo federal também vai abrir negociações com a Pfizer para a possível compra de uma candidata a vacina desenvolvida pela farmacêutica norte-americana em parceria com a empresa alemã de biotecnologia BioNTech, que será testada no Brasil.

Pazuello afirmou, em entrevista coletiva transmitida pela internet durante visita a Florianópolis, que o governo também colocou a candidata da Pfizer e da BioNTech "no radar", depois que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou na véspera a condução de um ensaio clínico no país que estudará duas vacinas em desenvolvimento conjuntamente pelas empresas.

"Nós vamos observar isso daí, com a possibilidade também de entrar em algum tipo de acordo de cooperação para comprar também alguma possibilidade dessa vacina com a Pfizer", afirmou, lembrando que o Brasil já tem em andamento três negociações relativas a vacinas.

O Ministério da Saúde já assinou uma carta de intenções com o laboratório britânico AstraZeneca que prevê a disponibilização de 30 milhões de doses até o fim do ano de uma vacina desenvolvida em parceira com a Universidade de Oxford, e está concluindo as negociações para o pagamento e a assinatura de um acordo final que incluirá também a transferência de tecnologia para produção nacional.

Paralelamente, o governo do Estado de São Paulo firmou acordo com a chinesa SinoVac para desenvolvimento, em parceria com o Instituto Butantan, de uma outra vacina, que também será produzida no Brasil, e Pazuello havia anunciado na terça-feira que o governo também negocia com o laboratório norte-americano Moderna para uma possível compra com prioridade da candidata a vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela empresa.

Tanto a vacina de Oxford quanto a da SinoVac já estão sendo testadas em voluntários no Brasil em ensaios clínicos de Fase 3, o último antes do registro da vacina junto a autoridades regulatórias.

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