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Bolsonaro diz que pode reeditar decreto de PPPs em unidades de saúde

No final da tarde, Bolsonaro anunciou a revogação do decreto, mesmo defendendo a medida - Alan Santos/PR
No final da tarde, Bolsonaro anunciou a revogação do decreto, mesmo defendendo a medida Imagem: Alan Santos/PR

29/10/2020 10h20Atualizada em 29/10/2020 13h51

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que poderá reeditar o decreto que autorizou estudos para parcerias público-privadas em Unidades Básicas de Saúde se houver um entendimento melhor sobre o que o governo pretende fazer.

Em conversa com apoiadores na noite de quarta-feira, Bolsonaro reclamou das críticas ao decreto e disse que decidiu pela revogação porque estava "virando um monstro".

"O pessoal falou que era privatizar, eu revoguei o decreto. Deixa. Quando tiver o entendimento do que a gente de verdade quer fazer talvez eu reedite o decreto. Enquanto isso vamos ter mais de 4 mil unidades abandonadas jogadas no lixo sem atender uma pessoa sequer", afirmou.

O decreto foi editado na terça-feira sem mais informações por parte do governo. Ao longo de quarta, as reações à proposta —vista como uma abertura para uma futura privatização das unidades de saúde pública — gerou reações no Congresso, entre secretários de Saúde, especialistas e nas redes sociais.

No final da tarde, Bolsonaro anunciou a revogação do decreto, mesmo defendendo a medida.

Aos apoiadores, repetiu os argumentos em defesa da proposta, afirmando que permitiria a conclusão de 4 mil Unidades Básicas de Saúde que hoje estão com as obras paradas, além da compra de equipamentos e contratação de pessoal.

"Não existe privatização do SUS. Fizemos o ano passado no tocante a creches. As UBSs e UPAs são mais de 4.000 que estão inacabadas. E não tem dinheiro. Em vez de deixar deteriorar gostaríamos de oferecer à iniciativa privada. Qualquer atendimento ali feito pela iniciativa privada seria ressarcido pela União", afirmou.

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