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Chile mostra que vacinação ágil não basta para encerrar lockdowns, diz Reino Unido

Experiência do Chile é bom corretivo à suposição de que o problema desaparece facilmente, disse autoridade médica britânica - Marcelo Hernandez/Getty Images
Experiência do Chile é bom corretivo à suposição de que o problema desaparece facilmente, disse autoridade médica britânica Imagem: Marcelo Hernandez/Getty Images

Kate Holton

05/04/2021 14h48

A experiência do Chile mostra que uma distribuição rápida de vacinas contra Covid-19 não necessariamente basta para evitar lockdowns, disse a principal autoridade médica da Inglaterra nesta segunda-feira, acrescentando que uma abordagem contínua e cautelosa para amenizar as restrições é importante.

O Reino Unido já deu uma primeira dose da vacina a mais de 31,5 milhões de pessoas, o que levou alguns partidários do primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, a exortá-lo a encerrar o lockdown inglês mais rapidamente.

Mas o Chile, que também tem uma das taxas de vacinação mais velozes do mundo, fechou as fronteiras e endureceu um lockdown já rígido.

Chris Whitty disse que o exemplo do Chile contrastou com aquele de Israel e que não está claro se isto se deveu ao momento das distribuições, às vacinas usadas, a interações com variantes do coronavírus ou outros fatores.

"Não sabemos ainda... certamente precisamos aprender com estes países que estão muito adiante de nós, ou emparelhados conosco, em termos de distribuição de vacinas, e estes são dois dos principais", disse ele em uma coletiva de imprensa.

"Esta é a razão de querermos fazer as coisas de maneira contínua, porque a suposição de que só porque você vacina muitas pessoas o problema desaparece, acho que o Chile é um bom corretivo disso."