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Vinda de Trump à Pittsburgh para visitar local de massacre divide a população local

30/10/2018 06h52

O presidente norte-americano, Donald Trump, se dirige nesta terça-feira (30) a Pittsburgh, para prestar homenagem às 11 pessoas que morreram no ataque ocorrido no sábado em uma sinagoga e encontrar as famílias das vítimas. Mas a presença de Trump levanta críticas.

Enviada especial à Pittsburgh, Anne Corpet

Diante da sinagoga protegida pela polícia, os habitantes de Pittsburgh continuam a depositar flores e velas. Enquanto as pessoas evitam evocar o destino do autor do massacre, a visita anunciada de Trump não deixa a população indiferente: 26 mil pessoas assinaram uma carta aberta contra a vinda do presidente à cidade.

Kate Rothsteam ajudou a escrever o texto da carta. “Dizemos ao presidente Trump que não queremos que ele venha antes que ele renuncia a suas posições abertamente racistas, hostis aos imigrantes e antissemitas. Se ele fizer isso, será bem-vindo”, disse à RFI.

População dividida

Mas em Pittsburgh, alguns habitantes se recusam a politizar a tragédia. Stefanie Synan vive ao lado da sinagoga. “Pessoalmente, acho bom que ele venha. Acho que a comunidade precisa de seu apoio. Ele é o presidente, independente do que pensamos dele e de sua política. Ele comanda o país e sua vinda é importante”, afirma.

Em um tuíte na segunda-feira (29), o presidente respondeu aos que o acusam de alimentar um clima de ódio no país. Para Donald Trump, a mídia e as fake news são responsáveis pelo clima de raiva no país.