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Ômicron: OMS pede que fronteiras continuem abertas, apesar da nova variante da Covid

Vários países, incluindo o Brasil, restringiram voos vindos de países do sul africano - iStock
Vários países, incluindo o Brasil, restringiram voos vindos de países do sul africano Imagem: iStock

28/11/2021 18h20

A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou um apelo neste domingo (28) para que a comunidade internacional não isole os países africanos diante do surgimento da nova cepa da Covid-19. O pedido foi feito após vários governos terem anunciado a suspensão de voos provenientes de países da região em uma tentativa de conter a propagação do vírus, identificado pela primeira vez na África do Sul.

"A OMS se mantém ao lado dos países africanos e lança um apelo para que as fronteiras permaneçam abertas", declarou a organização por meio de um comunicado. A agência da ONU pediu ainda que os governos "adotem uma abordagem cientifica", baseada na "avaliação de riscos".

As declarações são feitas após uma série de anúncios de restrições visando os viajantes oriundos do sul do continente africano. Vários países já decidiram suspender voos que decolem da África do Sul, mas também de Moçambique, Essuatíni (a antiga Suazilândia), Angola, Zâmbia, Malawi, Lesoto, Zimbábue, Namíbia e Botsuana.

"É crucial que os países que são transparentes com seus dados sejam apoiados, pois esse é o único meio de garantir que receberemos as informações importantes no momento oportuno", insistiu a OMS.

No sábado (27), Washington elogiou a África do Sul pela "transparência ao compartilhar essas informações" depois que o país se sentiu "castigado" por ter anunciado a detecção da "ômicron". A declaração do governo norte-americano foi uma alusão nada velada à gestão inicial da pandemia feita pela China.

Mas isso não impediu que os Estados Unidos, que abriram suas fronteiras ao mundo no início de novembro, proibissem a chegada de viajantes de oitos países do sul da África em seu território após a descoberta da nova variante.

(Com informações da AFP)

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