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Vacina é eleita a 'palavra do ano' para dicionário de referência dos EUA

O dicionário norte-americano de referência Merriam-Webster revelou hoje ter eleito o vocábulo "vacina" como a "palavra do ano de 2021" - FERNANDO SILVA /ESTADÃO CONTEÚDO
O dicionário norte-americano de referência Merriam-Webster revelou hoje ter eleito o vocábulo "vacina" como a "palavra do ano de 2021" Imagem: FERNANDO SILVA /ESTADÃO CONTEÚDO

29/11/2021 14h27Atualizada em 29/11/2021 14h41

O dicionário norte-americano de referência Merriam-Webster, o mais consultado do país, revelou nesta segunda-feira (29) ter eleito o vocábulo "vacina" como a "palavra do ano de 2021". A escolha reflete tanto "as esperanças quanto as profundas divisões" provocadas pela imunização, individual ou coletiva, no momento em que o mundo finaliza o segundo ano de combate à pandemia de Covid-19.

"A palavra vacina era muito mais do que a própria Medicina em 2021", diz o comunicado oficial do famoso dicionário - que baseou sua decisão no aumento do interesse pela definição do termo em uma postagem em seu site.

"Para muitos, a palavra simbolizava um possível retorno à vida que levávamos antes da pandemia. Mas também estava no centro dos debates sobre escolha pessoal, filiação política, regulamentos profissionais, segurança escolar, desigualdade na saúde e muito mais", analisa o texto.

O grupo Merriam-Webster disse que o desenvolvimento de vacinas de RNA mensageiro (mRNA) exigiu que a empresa expandisse sua definição da palavra "vacina", porque a tecnologia desencadeia uma resposta imune ao acionar as células humanas para criar antígenos, em comparação com as vacinas clássicas, que injetam uma forma neutralizada de um vírus, ou antígenos.

"Aumento de 601% nas buscas"

A palavra "vacina" teve um aumento de 601% nas buscas pela definição do termo "vacina" ao longo do ano, em comparação com 2020.

Mas "a proeminência da palavra vacina em nossas vidas torna-se ainda mais clara quando comparamos 2021 a 2019, um período em que as pesquisas pela palavra aumentaram 1048%", destacou a equipe do Merriam-Webster.

Os imunizantes estão de volta ao centro das atenções mais uma vez após a descoberta de uma nova variante Covid-19, a ômicron, estimulando as pessoas a se vacinarem ou a receberem reforço contra o vírus - e para que as vacinas sejam disponibilizadas de forma mais ampla nos países mais pobres.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) listou a ômicron como uma "variante de preocupação", e países ao redor do mundo agora estão restringindo viagens no sul da África, onde ela foi detectada pela primeira vez, e tomando outras precauções.

Acelerar o reforço

Nos Estados Unidos, o imunologista Anthony Fauci, consultor do governo, pediu nesta segunda-feira que todos se inscrevessem para receber novas doses da vacina contra a Covid-19, para ajudar na "proteção contra sintomas graves".

"Embora ainda não saibamos muito sobre essa variante, sabemos uma coisa: as pessoas vacinadas se saem muito, muito melhor do que as não vacinadas", disse ele. "Eu sugiro fortemente que você se proteja agora", disse Fauci, num pronunciamento ao público nos Estados Unidos.

*Com informações da AFP

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