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França confirma primeiro caso da variante ômicron do coronavírus

França confirmou hoje seu primeiro caso da variante ômicron na ilha da Reunião, território ultramarino francês no oceano Índico - iStock
França confirmou hoje seu primeiro caso da variante ômicron na ilha da Reunião, território ultramarino francês no oceano Índico Imagem: iStock

30/11/2021 08h03Atualizada em 30/11/2021 08h41

Depois de vários países europeus, a França anunciou nesta terça-feira (30) seu primeiro caso da variante ômicron. A nova linhagem do coronavírus foi detectada na ilha da Reunião, território ultramarino francês no oceano Índico. O paciente é um homem de 53 anos que viajou recentemente para Moçambique e fez uma escala na África do Sul. Ele cumpre quarentena junto com sua família.

Ao anunciar o caso positivo, o porta-voz do governo francês, Gabriel Attal, disse que outros "casos possíveis" da ômicron são esperados na França nas próximas horas. De acordo com o porta-voz, seis pessoas dos círculos familiar e profissional do infectado, que tiveram contato com ele e, por isso, são considerados casos de risco, estão isoladas na ilha da Reunião e serão testadas regularmente.

A variante ômicron do coronavírus foi detectada pela primeira vez em países do sul da África em meados de novembro. A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que a nova cepa, diferenciada das anteriores por seu grande número de mutações na proteína Spike, chave de entrada do vírus nas células, acarreta um risco muito alto de propagação em todo o mundo.

O homem infectado com a ômicron na Reunião pôde ser identificado após a triagem realizada pelas autoridades francesas em todas as pessoas que visitaram recentemente países do sul da África e retornaram à ilha.

Estudos adicionais

Ainda não foi possível determinar o grau de transmissibilidade, virulência e letalidade da ômicron, mas as 32 mutações encontradas na proteína Spike, contra oito na variante Delta, que já é considerada altamente infecciosa, alimenta as suspeitas de rápida velocidade de propagação e maior resistência às vacinas disponíveis. Isto poderá resultar em um número maior de pessoas contaminadas, mais pacientes desenvolvendo a Covid-19, mais hospitalizações e um prolongamento da pandemia.

Os primeiros resultados de estudos mais consistentes sobre a ômicron devem ser divulgados em duas ou três semanas. O laboratório americano Pfizer já trabalha, desde sexta-feira (26), em uma nova versão de sua vacina anticovid contra a ômicron.

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) informou nesta terça-feira que poderia, se necessário, autorizar num prazo de três a quatro meses vacinas contra a Covid-19 adaptadas à ômicron. Em audiência no Parlamento Europeu, a diretora-executiva da EMA, Emer Cooke, insistiu na continuidade das atuais campanhas de vacinação, assinalando que os imunizantes disponíveis garantem uma certa proteção contra a nova cepa.

*Com informações da AFP

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