Governo brasileiro aguarda salvo-conduto para receber senador boliviano

Daniella Jinkings
Da Agência Brasil, em Brasília

  • Gaston Brito/Reuters

    Roger Pinto Molina está abrigado há mais de uma semana na embaixada brasileira em La Paz

    Roger Pinto Molina está abrigado há mais de uma semana na embaixada brasileira em La Paz

O governo brasileiro aguarda a resposta do governo boliviano sobre a concessão de um salvo-conduto ao senador boliviano Roger Pinto Molina para que ele deixe o país vizinho e ingresse no Brasil, onde ficará asilado. O Itamaraty anunciou hoje (8) que vai conceder asilo político ao senador.

Molina, de 52 anos, é líder da oposição no Congresso boliviano e estava refugiado na embaixada brasileira em La Paz, desde 28 de maio.

De acordo com o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Tovar Nunes, ainda não há data nem locais definidos para a chegada do senador caso o pedido de salvo-conduto seja aceito. “Na quarta-feira comunicamos a concessão do asilo e estamos esperando um posicionamento do governo boliviano. Desde de 28 de maio há comunicação cotidiana com a chancelaria boliviana”, disse à Agência Brasil.

Molina fez o pedido de asilo político na semana passada. Ele alega sofrer perseguição por parte do governo do presidente da Bolívia, Evo Morales, por sua atuação em defesa dos direitos humanos. Morales nega a acusação.

Ex-governador do departamento (estado) de Pando, na fronteira com o Brasil, o senador é acusado por autoridades locais de irregularidades. Uma reportagem do jornal La Razón, de La Paz, diz que o senador tem pelo menos 20 processos na Justiça, nos tribunais de La Paz, Santa Cruz, Sucre e Cobija, que se referem principalmente a acusações de desacato, venda de bens do Estado e corrupção.

 

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