MST espera avanço da reforma agrária com novo ministro

Carolina Pimentel
Da Agência Brasil, em Brasília

Com a troca no comando do Ministério do Desenvolvimento Agrário, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) espera avanço da reforma agrária este ano em comparação a 2011. A presidente Dilma Rousseff anunciou na noite de hoje (9) a saída de Afonso Florence do comando da pasta. Ele será substituído pelo deputado federal Pepe Vargas (PT-RS).

De acordo com Alexandre Conceição, integrante da coordenação nacional do MST, apenas 22 mil famílias foram assentadas no ano passado, um dos piores resultados dos últimos 16 anos. Em Pernambuco, continuou Conceição, de 15 mil famílias acampadas, somente 102 foram assentadas. Na avaliação dele, a substituição é um sinal de que a presidente também não estaria satisfeita com o número.

“Ela [presidente Dilma Rousseff] também reconhece que em 2011 não foi feito nada pela reforma agrária”, disse à Agência Brasil. “Esperamos que [o novo ministro] possa fazer acelerar a reforma agrária. Independente do ministro A ou B sempre vamos colocar na pauta”, acrescentou.

Na nota, a presidente agradeceu o trabalho de Florence, que volta a cumprir mandato na Câmara dos Deputados. O Palácio do Planalto não deixou claro se a saída foi a pedido do próprio Florence.

“O ministro do Desenvolvimento Agrário, deputado Afonso Florence, está deixando o cargo depois de dar importante colaboração ao governo e ao país. Na pasta, conduziu com dedicação e eficiência ações que fortaleceram a agricultura familiar e contribuíram para a redução da pobreza no campo e para a promoção da inclusão social”, diz o texto divulgado pela Presidência da República.

 

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