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Ômicron: Drauzio diz que festas de fim de ano deveriam ser canceladas

O médico Drauzio Varella citou, em entrevista ao canal GloboNews, países que relaxaram medidas de proteção e veem aumento de casos de covid - Reprodução/Youtube
O médico Drauzio Varella citou, em entrevista ao canal GloboNews, países que relaxaram medidas de proteção e veem aumento de casos de covid Imagem: Reprodução/Youtube

Do UOL, em São Paulo

01/12/2021 15h42

O médico oncologista Drauzio Varella afirmou hoje que, com o surgimento da nova variante ômicron do coronavírus, as festas de fim de ano deveriam ser canceladas.

Em entrevista ao canal GloboNews, ele disse que ainda não se sabe se essa mutação é mais contagiosa ou se provoca uma doença mais agressiva. "Acho que a discussão que temos que ter agora é, vem aí o fim do ano, temos grandes aglomerações. Está na hora de fazer aglomerações?", questionou.

Eu, sinceramente, acho que as festas de fim de ano devem ser canceladas. É duro, há muito tempo estamos nesse tipo de isolamento, mas acho que é correr um risco que não vale a pena, que pode ter um preço muito alto a ser pago depois.

Drauzio citou exemplos de países europeus que relaxaram as medidas de proteção e, agora, veem um salto no número de novos casos da covid-19. "Eu, sinceramente, tenho medo. Olha o que está acontecendo em outros países [...] Inglaterra, Alemanha, Áustria... embora tenha um movimento antivacina nesses países maior do que no nosso, felizmente, ainda assim há um aumento muito significativo no número de casos".

Até o momento, dez capitais e o Distrito Federal anunciaram que não terão festas de Réveillon neste ano: Recife, Fortaleza, Salvador, São Luís, Belém, Aracaju, João Pessoa, Campo Grande, Palmas e Florianópolis. Os eventos privados, porém, estão mantidos.

Hoje, foi confirmado o terceiro caso de infecção pela variante no país. Como disse Drauzio, ainda não se sabe se a ômicron é mais transmissível ou letal que as demais linhagens do coronavírus. Entretanto, por acumular muitas mutações, ela foi considerada como "variante de preocupação" pela OMS (Organização Mundial da Saúde).