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    • Internacional - Notícias [35978]; FARC [9343];
Fotos

Em meio aos esforços de desmobilização das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), o fotojornalista colombiano da agência Associated Press, Fernando Vergara, esteve em um dos acampamentos secretos da guerrilha para acompanhar a preparação para o acordo de paz e conseguiu permissão para fotografar as insurgentes da guerrilha, muitas recrutadas na infância e na adolescência. Esta é Yuri Renteria, de 18 anos, que está na guerrilha há quatro. Ela quer estudar engenharia depois de deixar as Farc Fernando Vergara/AP Mais

"Comecei a vê-los como gente normal, como eu, e decidi fotografá-los tanto com seus uniformes como com suas roupas civis, para mostrar um lado mais humano", disse o fotógrafo Fernando Vergara. "Muitas delas disseram que tinham 18 anos, mas algumas pareciam ser muito mais jovens. Muitas também admitiram terem se unido às Farc vários anos antes. Isso significa que foram recrutadas como menores, uma violação de direitos humanos que tristemente se encontra entre as muitas cometidas durante o longo conflito na Colômbia", afirmou. Vergara fotografou Johana, de 19 anos, que passou seis anos com o grupo na selva e quer estudar enfermagem Fernando Vergara/AP Mais

A guerrilheira Rubiela é uma das insurgentes mais velhas fotografadas. Aos 32 anos, ela diz ter passado os últimos dez anos na guerrilha e quer estudar odontologia para tornar-se dentista. Nos retratos feitos por Fernando Vergara, todas as mulheres posaram com seus uniformes e armadas com fuzis. Mas com as roupas civis, elas sorriam e se mostravam pouco confortáveis. "Muitas nunca tinham sido fotografadas de nenhuma forma formal, e a experiência me lembrou da minha juventude como fotógrafo de estúdio em Bogotá, quando tirava fotos para formaturas secundárias e identificações oficiais", disse ele Fernando Vergara/AP Mais

Muitas delas, como Yiceth, de 18 anos, não chegaram a terminar os estudos básicos. A jovem vive na guerrilha há quatro anos com os rebeldes e, além de planejar terminar o ensino médio após a desmobilização das Farc, ela também quer estudar enfermagem. "Após passar a juventude lutando em uma guerra fútil, os rebeldes estão agora desejando compensar o tempo perdido", disse o fotógrafo Fernando Vergara. Nenhuma das fotografadas relatou como foi parar na guerrilha Fernando Vergara/AP Mais

Yeimi, de 23 anos, passou dez anos lutando com as Farc. Ela sonha em estudar sistemas quando deixar a selva. "Na minha visita recente, os guerrilheiros estavam centrados em suas vidas futuras sob o acordo de paz alcançado no mês passado, depois de três anos de negociações. Um dos rebeldes inclusive estava aprendendo a tocar violão com instruções da internet", disse Fernando Vergara em seu relato sobre a visita a um dos campos secretos das Farc na selva colombiana Fernando Vergara/AP Mais

Em meio aos esforços de desmobilização das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), o fotojornalista colombiano da agência Associated Press Fernando Vergara esteve em um dos acampamentos secretos da guerrilha para acompanhar a preparação para o acordo de paz e conseguiu permissão para fotografar as insurgentes da guerrilha, muitas recrutadas na infância e na adolescência. Fernando Vergara/AP Mais

Diana Marcela é a insurgente fotografada por Vergara que está há mais tempo com as Farc. Dos seus 28 anos, passou 13 lutando pelo grupo. Ela também sonha em terminar o ensino médio e quer estudar fotografia. O fotojornalista falou ainda da diferença em fotografar guerrilheiros e guerrilheiras. "Quando deixavam de lado os pesados fuzis de assalto e os uniformes de camuflagem, os homens pareciam praticamente iguais. Mas as mulheres se transformavam" sem as armas e uniformes Fernando Vergara/AP Mais

Carolina tem 18 anos e está há três anos com as Farc. Seu plano após a desmobilização é estudar engenharia. Há tempo as Farc enfrentam acusações de violar os direitos humanos, forçando menores de idade a se juntarem à milícia. Segundo a Procuradoria-Geral da Colômbia, cerca de 12 mil deles foram ilegalmente recrutados entre 1975 e 2014. Durante as negociações de paz, realizadas em Cuba, os rebeldes anunciaram ter elevado de 15 para 17 anos a idade mínima para os recrutas. Mas as idades das jovens sugere que o limite não foi cumprido Fernando Vergara/AP Mais

Sofia, de 19 anos, também passou seis anos com as Farc. Quando se desmobilizar, ela planeja estudar direito. O acordo de paz firmado com a guerrilha e o governo será assinado no dia 26 de setembro. Em seguida, em 2 de outubro, o pacto será submetido a uma consulta popular. No dia 10 de setembro, os menores que ainda estavam em poder do grupo começaram a ser liberados, como parte do acordo de paz, e devem ser entregues ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha e ao Unicef. Isso não inclui as crianças recrutadas que já alcançaram a maioridade penal Fernando Vergara/AP Mais

Mayerli, que tem 18 anos, passou os últimos quatro anos na guerrilha e quer estudar enfermagem. Segundo a Procuradoria-Geral da Colômbia, cerca de 12 mil menores foram recrutados pelas Farc entre 1975 e 2014. Não está claro quantos dos estimados 7.000 guerrilheiros hoje ainda são menores de idade. As Farc dizem que há 21 soldados com idade inferior a 15 anos nos seus acampamentos. Alguns funcionários do governo, no entanto, estimam que o real contingente esteja próximo de 200 Fernando Vergara/AP Mais

Ex-crianças-soldado, guerrilheiras das Farc planejam recomeçar a vida na Colômbia

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