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Jamil Chade

OMS: Pós-festas, Brasil tem alta de 24% em novos casos e 23% em mortes

                                 Nordeste contabiliza 1.971.673 notificações da covid-19  e 49.014 óbitos                              -                                 SANDRO PEREIRA/FOTOARENA/ESTADãO CONTEúDO
Nordeste contabiliza 1.971.673 notificações da covid-19 e 49.014 óbitos Imagem: SANDRO PEREIRA/FOTOARENA/ESTADãO CONTEúDO
Jamil Chade

Jamil Chade é correspondente na Europa há duas décadas e tem seu escritório na sede da ONU em Genebra. Com passagens por mais de 70 países, o jornalista paulistano também faz parte de uma rede de especialistas no combate à corrupção da entidade Transparência Internacional, foi presidente da Associação da Imprensa Estrangeira na Suíça e contribui regularmente com veículos internacionais como BBC, CNN, CCTV, Al Jazeera, France24, La Sexta e outros. Vivendo na Suíça desde o ano 2000, Chade é autor de cinco livros, dois dos quais foram finalistas do Prêmio Jabuti. Entre os prêmios recebidos, o jornalista foi eleito duas vezes como o melhor correspondente brasileiro no exterior pela entidade Comunique-se.

Colunista do UOL

12/01/2021 19h53

No primeiro levantamento completo publicado pela OMS após o período das festas de final de ano, a agência destaca como o Brasil registrou um salto de 24% no número de novos casos da covid-19 entre 3 e 10 de janeiro, em comparação com a semana anterior. No que se refere aos números de mortes, a semana registrou um salto de 23%.

As taxas de expansão do caso brasileiro são superiores à média mundial. De uma forma global, o mundo registrou praticamente 5 milhões de novos casos na semana que se concluiu no dia 10 de janeiro, um salto de 20%. Em termos de mortes, a expansão foi de 11%, com 85 mil óbitos.

De acordo com a OMS, os dados estão sendo publicados depois de duas semanas durante as quais os registros sofreram quedas.

Mas 2021 começou com uma nova alta. "Após duas semanas de registros mais baixos, provavelmente devido ao período de férias de final de ano, a tendência geral de aumento observada nas semanas anteriores foi retomada, com pouco menos de 5 milhões de novos casos relatados na semana passada globalmente", disse o informe semanal da OMS.

"O número de novas mortes também mostrou uma tendência semelhante, com mais de 85.000 relatados na semana passada, um aumento de 11%", apontou.

"Todas as regiões, exceto o sudeste asiático, mostraram um aumento de novos casos, com o Pacífico Ocidental, a África e as Américas relatando aumentos de mais de 30%", constatou.

A região das Américas respondeu por 51% de todos os novos casos e 45% de todas as novas mortes no mundo na semana passada. A região Europeia teve um aumento menor em novos casos (10%), porém ainda responde por mais de um terço dos novos casos em todo o mundo.

Na semana passada, os cinco países que relataram o maior número de casos foram os Estados Unidos (com 1,7 milhão de casos, um aumento de 35%), o Reino Unido (417 620 casos, um aumento de 22%), o Brasil (313 130 casos, um aumento de 24%), a Federação Russa (165 167 casos, com uma diminuição de 12%) e a Alemanha (142 861 casos, com um aumento de 15%).

Especialmente preocupante é a situação das Américas, com 2,5 milhões de novos casos e mais de 38 000 novas mortes em uma semana, um aumento de 30% e 18%, respectivamente, em comparação com a semana anterior.

O maior número de novas mortes nesta semana foi registrado nos Estados Unidos, com 20,6 mil. Isso representa uma taxa de 6,2 novas mortes por 100 000 e um aumento de 20%. No Brasil, foram 6049 novas mortes. Uma taxa de 2,8 novas mortes por 100 000 e um aumento de 23%.

Nesta semana, a OMS fez questão de alertar que a chegada da vacina em mais de 40 países não significa que a imunidade de rebanho será atingida em 2021 e fez um apelo para que medidas de distanciamento social e proteção sejam mantidas até o final do ano.

Pela Europa, governos ampliam suas medidas de restrição, lockdowns e já falam em uma reabertura apenas a partir de março.