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Leonardo Sakamoto

Sobe avaliação negativa de Bolsonaro em SP enquanto voto em Russomanno cai

05 out. 2020 - Celso Russomanno (Republicanos) se encontra com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo - RENATO S. CERQUEIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
05 out. 2020 - Celso Russomanno (Republicanos) se encontra com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo Imagem: RENATO S. CERQUEIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Leonardo Sakamoto

É jornalista e doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo. Cobriu conflitos armados em países como Timor Leste e Angola e violações aos direitos humanos em todos os estados brasileiros. Professor de Jornalismo na PUC-SP, foi pesquisador visitante do Departamento de Política da New School, em Nova York (2015-2016), e professor de Jornalismo na ECA-USP (2000-2002). Diretor da ONG Repórter Brasil, foi conselheiro do Fundo das Nações Unidas para Formas Contemporâneas de Escravidão (2014-2020) e comissário da Liechtenstein Initiative - Comissão Global do Setor Financeiro contra a Escravidão Moderna e o Tráfico de Seres Humanos (2018-2019). É autor de "Pequenos Contos Para Começar o Dia" (2012), "O que Aprendi Sendo Xingado na Internet" (2016), ?Escravidão Contemporânea? (2020), entre outros livros.

Colunista do UOL

31/10/2020 12h14

A avaliação de ruim e péssimo da gestão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) cresceu quatro pontos nas últimas duas semanas no município de São Paulo, de acordo com pesquisa Ibope, divulgada nesta sexta (30). Ao mesmo tempo, o candidato que ele apoia na corrida à Prefeitura paulistana, Celso Russomanno (Republicanos) perdeu cinco pontos em sua intenção de voto.

Aparentemente, a tática de Russomanno de vincular sua imagem à de Bolsonaro na capital paulista não vem sendo positiva, enquanto a de Bruno Covas (PSDB) de descolar a sua da do governador João Doria (que também viu a rejeição à sua gestão crescer), sim.

No levantamento realizado entre 28 e 30 de outubro, a administração Bolsonaro ostentava 52% de ruim e péssimo e 26% de ótimo e bom. Já na pesquisa que foi a campo entre 13 e 15 de outubro, ele teve 48% de ruim e péssimo e 24% de ótimo e bom. É a maior avaliação negativa desde março na medição do instituto.

No mesmo período, Russomanno foi de 25% para 20% nas intenções de voto. A margem de erro das pesquisas é de três pontos.

Em sua live semanal, na noite de quinta (29), o presidente da República frisou apoio ao candidato:

"Estamos aqui com CR10, Celso Russomanno, em São Paulo. Eu conheço ele há muito tempo. Foi deputado federal comigo. E eu sou capitão do Exército, né? Ele aqui é tenente R2 da Aeronáutica. Então, um capitão do Brasil e um tenente na Prefeitura de São Paulo", afirmou.

"Celso Russomanno é minha pedida para São Paulo. Quem não escolheu ainda, puder escolhê-lo, a gente agradece aí", concluiu.

Ao mesmo tempo, a gestão de João Doria (PSDB), passou de 44% de ruim e péssimo e 19% de ótimo e bom, entre 13 e 15 de outubro, para 49% e 17%, respectivamente, entre os dias 28 e 30. Também é maior avaliação negativa do governador pelo instituto desde março.

Nesse intervalo de tempo, a intenção de votos em Bruno Covas foi de 22% para 26%. Ao mesmo tempo, a avaliação de sua gestão foi de 31% a 35% de ótimo e bom e de 24% para 25% de ruim e péssimo.

Doria não é citado, nem aparece na propaganda eleitoral do prefeito.

Nesse período, Bolsonaro e Doria protagonizaram uma Guerra das Vacinas, na qual o presidente atacou publicamente a compra da vacina desenvolvida na China e que será fabricada no Instituto Butantan em São Paulo - produto defendido pelo governador paulista.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL