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Reinaldo Azevedo

Parabéns, genocidas, homicidas, sociopatas! Mais de 2 milhões de infectados

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Reinaldo Azevedo

Reinaldo Azevedo, que publicou aqui o primeiro post no dia 24 de junho de 2006, é colunista da Folha e âncora do programa "O É da Coisa", na BandNews FM. No UOL, Reinaldo trata principalmente de política; envereda, quando necessário - e frequentemente é necessário -, pela economia e por temas que dizem respeito à cultura e aos costumes. É uma das páginas pessoais mais longevas do país: vai completar 13 anos no dia 24 de junho.

Colunista do UOL

17/07/2020 08h48

Os homicidas em massa, genocidas, sociopatas e psicopatas oficiais estão de parabéns. Eles trabalharam e conseguiram produzir resultados formidáveis. É uma pena, para eles, que a incompetência do próprio governo que integram não consiga dar conta da exata grandeza do seu trabalho uma vez que se faz pouca testagem no Brasil para saber o real número de contaminados pelos coronavírus — e, por extensão, de mortos em razão da Covid-19.

Mesmo assim, merecem muitas medalhas no peito. Nesta quinta, o país ultrapassou a marca oficial de dois milhões de infectados: precisamente, 2.014.738. Os mortos já somam 76.822. Romperemos a segunda-feira próxima com mais de 80 mil, marchando céleres para a marca simbólica dos 100 mil. E a doença está em expansão. No período de 24 horas até a divulgação dos números desta quinta, somaram-se 43.829 casos novos, com 1.299 mortos. É possível que o país tenha atingido o tal platô, mas não se sabe por quanto tempo nele ficaremos. Não será pouco.

O Brasil ultrapassou as mil mortes em 24 horas no dia 19 de maio — há dois meses. E de lá não saiu mais. E não há sinais de que saia tão cedo. É importante frisar que a catástrofe — este nosso genocídio cordial — só não assumiu a dimensão de uma tragédia humanitária daquelas que assombram o mundo por séculos porque os governadores resolveram ignorar as determinações do excelentíssimo e infectado presidente da República, com a mão firma do Supremo auxiliando na contenção de danos.

E, ora vejam!, não obstante o desastre, há general por aí a fazer biquinho, dizendo-se contrariado com quem chama as coisas pelo nome e anunciando que está de mal.

Se os tribunais brasileiros não podem parar Bolsonaro, que, então, o façam os internacionais.

O Tribunal Penal Internacional tem de olhar para a montanha de cadáveres do Brasil.