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Reinaldo Azevedo

Coluna na Folha: "Memento mori", Guedes! Dedé para o Ministério da Economia

Os Trapalhões, que estão no comando da Economia, só que sem nenhuma graça. Esqueceram de chamar a dupla moderada na hora da redigir o decreto... - Reprodução
Os Trapalhões, que estão no comando da Economia, só que sem nenhuma graça. Esqueceram de chamar a dupla moderada na hora da redigir o decreto... Imagem: Reprodução
Reinaldo Azevedo

Reinaldo Azevedo, que publicou aqui o primeiro post no dia 24 de junho de 2006, é colunista da Folha e âncora do programa "O É da Coisa", na BandNews FM. No UOL, Reinaldo trata principalmente de política; envereda, quando necessário - e frequentemente é necessário -, pela economia e por temas que dizem respeito à cultura e aos costumes. É uma das páginas pessoais mais longevas do país: vai completar 13 anos no dia 24 de junho.

Colunista do UOL

30/10/2020 08h07

Oba! Paulo Guedes viveu nesta quinta-feira (29) mais um "patético momento", com o perdão de Cecília Meireles, em audiência pública no Congresso. Falou a verdade ou só promoveu guerrilha interna ao afirmar que o governo abriga um ministro financiado pela Febraban, a federação de bancos? É claro que se referia a Rogério Marinho. Sendo verdade, é grave, e o lobista tem de ser demitido. Sendo mentira, demita-se o acusador. O chilique é apanágio de incompetentes. Temos um governo de destrambelhados. A desorientação da gestão de Jair Bolsonaro deixou o terreno do debate administrativo e virou pastelão.

O decreto que punha as Unidades Básicas de Saúde no escopo do programa de concessões e privatizações parece ter sido redigido por Didi Mocó Sonrisal Colesterol Novalgino Mufumbo, em parceria com o Mussum de porre. Esqueceram de chamar Dedé e Zacarias. Teriam alguma reserva de bom senso: "Melhor não!". O texto era assinado por Bolsonaro e pelo próprio Guedes. O chefe não tem noção do que fala e faz. A única coisa que lhe interessa é a rinha política. Para tanto, é preciso manter a adesão de duas frentes: nas redes, a da súcia de sempre; no Congresso, a dos clientes de Luiz Eduardo Ramos, pagador de emendas.

Vai dar errado, antevê o general Rêgo Barros, ex-porta-voz, que adverte Bolsonaro: "Memento mori". A tradução que circula por aí não é boa: "Lembre-se de que é mortal", o que seria um convite à humildade. "Memento" é um imperativo no tempo futuro, que não sobreviveu nas línguas neolatinas. "Mori" é verbo no infinitivo. Deve ser traduzido como predição e vaticínio: "Hás de te lembrar de que vais morrer". Ou seja: o castigo virá para aquele que se deixa adular por "comentários babosos dos que o cercam ou pelas demonstrações alucinadas de seguidores de ocasião".
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