PUBLICIDADE
Topo

Reinaldo Azevedo

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Cloroquina doada por Trump encalha; cidade com maior lote usa só 0,8%

Reinaldo Azevedo

Reinaldo Azevedo, que publicou aqui o primeiro post no dia 24 de junho de 2006, é colunista da Folha e âncora do programa "O É da Coisa", na BandNews FM. No UOL, Reinaldo trata principalmente de política; envereda, quando necessário - e frequentemente é necessário -, pela economia e por temas que dizem respeito à cultura e aos costumes. É uma das páginas pessoais mais longevas do país: vai completar 13 anos no dia 24 de junho.

Colunista do UOL

01/03/2021 17h00

Aposta do presidente Jair Bolsonaro contra a covid-19, milhões de comprimidos de hidroxicloroquina estão encalhados em armazém do Ministério da Saúde, além de hospitais e municípios em todo o País. O produto foi doado por Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos, e pela farmacêutica Sandoz, em esforço diplomático com participação direta de Bolsonaro. Embora não haja comprovação científica sobre a eficácia do medicamento, o presidente tem recomendado seu uso como forma de enfrentar a pandemia.

Em setembro de 2020, Joinville (SC) recebeu cerca de 160 mil comprimidos de hidroxicloroquina, o maior lote entregue pela gestão do ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, de um total de cerca de 3 milhões de unidades que chegaram ao País. O produtor iria turbinar o recém-criado "Centro de Tratamento Precoce" para covid-19. Mais de cinco meses depois, a droga está encalhada: apenas 1,26 mil comprimidos foram usados (menos de 0,8% do total) e a Prefeitura quer devolver o que ainda resta. (...) leia íntegra no Estadão.