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Reinaldo Azevedo

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Na Folha: Pestana, das Minas e Energia, quer vender a Petrobras e a Pré-Sal

Adolfo Sachsida, o ministro das Minas e Energia que decidiu fazer do inesperado um critério de eficiência - Adriano Machado/Reuters
Adolfo Sachsida, o ministro das Minas e Energia que decidiu fazer do inesperado um critério de eficiência Imagem: Adriano Machado/Reuters

Colunista do UOL

13/05/2022 06h00

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Leiam trechos da minha coluna de hoje:
Vulgares. Mistificadores. Deslumbrados. Essa é a caracterização da face benigna do governo Bolsonaro. A maligna está empenhada em arrumar caminhos para golpear a democracia. É impressionante que pessoas tão despreparadas e com tão pouco a dizer tenham conseguido chegar tão longe. A começar do mandatário. Mas os dias eram assim... O pronunciamento de Adolfo Sachsida, novo ministro das Minas e Energia, na quarta, foi assombroso na sua bisonhice. Todos sabemos, sem que haja definição dicionarizada, o que é a tal "vergonha alheia".
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A pompa sacrificial que ele imprimiu à própria biografia pedia que anunciasse as "Variações Goldberg" das Minas e Energia, "A Flauta Mágica" do diesel, a "Nona Sinfonia" da gasolina... Como se deu com Pestana, do conto "Um Homem Célebre", de Machado de Assis, frêmitos íntimos e agitação espiritual anunciavam a grande obra do homem sem talento. E veio a polca mixuruca. Sachsida engrolou: "Meu primeiro ato como ministro de Minas e Energia é solicitar ao ministro Paulo Guedes, presidente do conselho do PPI, que leve ao conselho a inclusão da PPSA no PND para avaliar as alternativas para a sua desestatização. Ainda como parte do meu primeiro ato, solicito também o início dos estudos tendentes à proposição das alterações legislativas necessárias à desestatização da Petrobras".
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