Alex de Jesus/ O Tempo/ AE

Caso Eliza Samudio

Polícia retoma buscas por Eliza em casa de Bola, em Vespasiano (MG)

Rayder Bragon

Especial para o UOL Notícias
Em Belo Horizonte

A Polícia Civil de Minas Gerais retomou hoje as buscas em uma casa pertencente a Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, apontado como quem estrangulou Eliza Samudio, ex-namorada do goleiro Bruno. No local, em Vespasiano, já haviam sido encontrados cães rotweiller e um Citröen em que a polícia descartou a existência de sangue.

Neste momento, a polícia isola a rua Araruama, no bairro de Santa Clara, e quebra a laje e paredes da casa. A polícia utiliza um aparelho chamado GPR, um radar de penetração que faz um raio-X em materiais como o concreto, e veio do Departamento de Geologia da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). Três técnicos da universidade auxiliam a manusear o equipamento.

Segundo a polícia, todo o concreto novo está sendo quebrado. O Corpo de Bombeiros também está no local. Em seu primeiro depoimento à polícia, um adolescente, primo do goleiro, afirmou que os restos mortais de Eliza haviam sido misturados com concreto, mas não soube precisar onde foram depositados.

Ontem, a polícia havia informado que equipes de busca poderim voltar ainda hoje ao sítio do goleiro em Esmeraldas (MG) para continuar os trabalhos. O sítio de Bola também deve ser vistoriado nesta quarta. O local também fica em Esmeraldas.

Também hoje, o advogado Zanone Junior, um dos membros da equipe de defensores do goleiro Bruno e outros suspeitos no desaparecimento de Eliza, afirmou que a defesa ainda está estudando o inquérito do caso para depois pedir habeas corpus para seus clientes.

Segundo o advogado, a equipe está finalizando a leitura do inquérito que é muito volumoso. “Pode ser que hoje à tarde tenhamos novidades”, afirmou. Depois disso, o primeiro pedido deverá ser o do goleiro.

Buscas
Ontem, equipes da Polícia Civil de Minas Gerais realizaram novas buscas ao corpo da ex-amante do goleiro Bruno no sítio localizado no condomínio Turmalina, em Esmeraldas (região metropolitana de BH), encerradas somente na madrugada desta quarta (14).

Sérgio Rosa Sales Camelo, primo de Bruno que também está preso por suposto envolvimento no crime, acompanhou a polícia ao local, onde foi usado luminol na tentativa de se encontrar vestígios. Entretanto, oficialmente, a polícia não informou se algo foi encontrado e se a investigação avançou.

Segundo a polícia, equipes podem voltar ainda hoje ao sítio do goleiro para continuar os trabalhos. O sítio de Bola, o ex-policial suspeito de ter executado Eliza, também deve ser vistoriado nesta quarta-feira. O local também fica em Esmeraldas.

A delegada Alessandra Wilke, da Delegacia de Homicídios de Contagem, acompanhou os trabalhos de ontem e disse que novas técnicas periciais foram utilizadas no local, e que os resultados são aguardados pela equipe de investigação.

Ao chegar ao DI (Departamento de Investigações de Minas Gerais) nesta manhã, o delegado Edson Moreira disse aos jornalistas que “tem novidades” sobre o caso, mas que falará apenas em uma entrevista coletiva, que ainda não tem horário definido.

A expectativa é que hoje outros envolvidos no desaparecimento de Eliza sejam ouvidos. Bruno e mais seis suspeitos estão presos na penitenciária de segurança máxima Nelson Hungria, em Contagem (MG).

Bruno, que está com o contrato suspenso com o Flamengo, é suspeito de envolvimento no desaparecimento de sua ex-amante, Eliza Samudio. Após um relacionamento com a jovem, ela tentava provar, na Justiça, que teve um filho do atleta, que completou cinco meses.

Depoimento do menor

Em novo depoimento nesta terça-feira (13), o adolescente J., primo do goleiro Bruno e peça-chave no desaparecimento de Eliza Samudio, voltou a afirmar que viu a mão da moça ser jogada aos cães após ela ser morta e ter seu corpo esquartejado.

Além disso, J. repetiu que Bruno não estava presente no momento que Eliza teria sido morta.

O menor voltou a afirmar também que o amigo de Bruno, Luiz Henrique Romão, o Macarrão, o chamou para dar um "grande susto" em Eliza. O adolescente prestou depoimento à Vara da Infância e Juventude de Contagem. Após a depoimento, a Justiça decretou sua internação por 45 dias.

Resultado da perícia

Não foi encontrado sangue no veículo Citröen do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, segundo informou a polícia na noite de terça-feira. Na semana passada, a polícia apreendeu o carro em Vespasiano (MG) por desconfiar de manchas que poderiam ser de sangue. 

O ex-policial foi indicado em depoimentos como o executor da morte de Eliza. Ontem, ele prestou depoimento à Polícia Civil de Minas, mas não respondeu as cerca de 50 perguntas feitas pelos policiais.

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