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Sete hospitais e uma creche estão sem fornecimento de alimentos em Goiás

Lourdes Souza

Do UOL Notícias, em Goiânia

24/11/2011 14h50

Sete hospitais e uma creche tiveram o fornecimento de alimentos suspenso desde quarta-feira (23) em Goiás. A falta de pagamento pelos serviços prestados foi a alegação da empresa Sanoli Indústria e Comércio de Alimentos para interromper o envio da alimentação para o Hospital de Doenças Tropicais (HDT), Hospital Geral de Goiânia (HGG), Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), Hospital Materno Infantil (HMI), Hospital de Urgências de Aparecida de Goiânia (Huapa), Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, Hospital de Dermatologia Sanitária e Reabilitação Santa Marta (HDS) e a Creche Cantinho Feliz.

A suspensão atinge os servidores da saúde, já que a empresa se comprometeu em manter a remessa destinada aos pacientes até o término do estoque de mantimentos existentes nas unidades hospitalares.

Segundo a documentação apresentada pela Sanoli, a dívida do governo estadual com a empresa é de cerca de R$ 10 milhões, referentes a faturas vencidas de março a novembro desse ano.

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) reconheceu os atrasos nos pagamentos e informou, por nota, que estava impedida de realizar o pagamento da empresa Sanoli por conta de decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Diante dos transtornos gerados pela falta de comida para 2.700 servidores, o TCE autorizou o pagamento à Sanoli. Segundo informações da SES, o repasse de R$ 1,6 milhão da dívida de outubro foi feito à empresa no mesmo dia.

Na manhã de hoje, representantes da secretaria e da empresa iniciaram uma negociação, que prevê a quitação da dívida de R$ 3,6 milhões contraída pelo governo. Ontem, a SES informou que transferiu R$ 1,6 milhão à conta da Sanoli. Outros R$ 1,6 milhão deverão ser pagos ainda hoje, mas a empresa não confirmou o recebimento do dinheiro.

A SES espera que o fornecimento dos alimentos seja normalizado hoje. 

A empresa passou a fornecer para os hospitais após a suspensão do fornecimento pela JLA Alimentação, às vésperas do carnaval. Um contrato emergencial de seis meses foi feito com a Sanoli somente em outubro. A empresa manteve os preços praticados pela antecessora até a conclusão do processo e manifestação favorável da Procuradoria Geral do Estado (PGE).

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