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Cotidiano

Defesa Civil de São Sebastião (SP) informa que não há mais desabrigados pelas chuvas

Do UOL, em São Paulo

18/03/2013 11h06Atualizada em 18/03/2013 20h13

A assessoria de imprensa da Defesa Civil de São Sebastião (191 km de São Paulo) informou que não há mais desabrigados no município e que as cerca de mil pessoas --250 famiílias-- que tiveram de deixar suas casas por conta da chuva já estão em casas de amigos e parentes aguardando para retornar aos seus imóveis.

A Defesa Civil considera desabrigadas as pessoas que precisaram deixar suas casas e foram encaminhadas para abrigos públicos. Já os desalojados são aqueles que, após deixarem seus imóveis, se abrigam temporariamente na casa de amigos e familiares até que possam retornar para suas casas.

A região mais afetada de São Sebastião é a costa sul, onde estão os bairros de Maresias, Boiçucanga, Baleia, Barra do Una, Barra do Sahy, Juqueí. O bairro de Camburi era o que apresentava maiores problemas durante a manhã.

Duas casas foram destruídas, seis danificadas e diversas alagadas. Segundo a Defesa Civil, algumas famílias que tiveram suas casas alagadas tiveram os locais limpos durante a tarde e puderam retornar.

As famílias que tiveram as casas destruídas ficaram temporariamente alojadas no ginásio de esportes de Boiçucanga e, posteriomente, foram para casa de parentes. Uma pessoa ficou ferida nas costas sem gravidade após a queda de um muro. Não há vítimas fatais, informou o órgão da prefeitura.

Equipes da Defesa Civil municipal e da Defesa Civil do Estado de São Paulo estão atuando em conjunto nas regiões atingidas. De acordo com a Defesa Civil municipal, choveu cerca de 222 milímetros entre as 16 horas da última sexta-feira e as 7 horas da manhã de hoje. O volume é mais da metade do previsto para todo o mês.

Ontem (17), por volta de 21h, o prefeito Ernane Primazzi decretou estado de calamidade pública. 

Na manhã de hoje, o governador Geraldo Alckmin afirmou que o governo do Estado está prestando ajuda ao município de São Sebastião e que técnicos do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) e da Defesa Civil estão no local para avaliar necessidades de obras de recuperação por conta das chuvas.

Esta é a segunda vez em menos de um mês que fortes chuvas causam estragos no município do litoral paulista. Em 22 de fevereiro, as tempestades provocaram a morte de uma criança de 11 anos e deixaram pelo menos 130 pessoas desabrigadas.

Segundo a assessoria de imprensa do governo estadual, foi liberado R$ 1,5 milhão para obras de recuperação de pontes após as chuvas de fevereiro. A assessoria diz que a verba não foi utilizada porque o governo aguarda o envio de documentação por parte da prefeitura para que sejam finalizados os trâmites do envio dos recursos. 

Em entrevista ao UOL por telefone, o prefeito afirmou que a documentação para o repasse dos recursos não foi encaminhada ao governo do Estado porque não houve tempo hábil. “É necessário elaborar estudos hidrológicos, projetos e abrir licitação. Se não fizer todo esse trâmite, não tem como receber o dinheiro”, disse.

Primazzi afirmou que, nas próximas semanas, a prefeitura pretende acelerar o processo para que os recursos estaduais cheguem ao município. De acordo com o prefeito, que há 26 pontes e passarelas destruídas no município desde as chuvas de fevereiro. O dinheiro repassado pelo governo do Estado será usado para reconstruir as obras.

O prefeito se reuniu na tarde de hoje com o secretário da Casa Civil, Edson Aparecido, para tratar do repasse dos recursos. Primazzi diz que colocou à disposição do Estado dois terrenos para que sejam construídas moradias para as famílias que vivem em áreas de risco.

De acordo com o prefeito, cerca de 1.500 famílias vivem em áreas de risco para deslizamento ou vulneráveis a enchentes. Os terrenos oferecidos, diz ele, são suficientes para a construção de casas para 500 famílias.

Estragos

Na serra entre Maresias e Boiçucanga caíram, pelo menos, sete barreiras. O trecho da Rio-Santos que liga os dois bairros está interditada. No bairro de Camburi, onde o nível da água atingiu 2,35 metros, foram afetadas regiões como a do Areião, Vila Barreira e Lobo Guará.

As fortes chuvas também causaram enchente nas regiões de Baleia Verde, na praia da Baleia, e na entrada de Abras do Una, em Barra do Una, onde os moradores que possuem carro foram obrigados a estacionar no acostamento da Rio-Santos.

Segundo relatos de comerciantes da região ao UOL, a ligação entre Barra do Una e Juqueí pela estrada velha está intransitável por conta de queda de barreiras. Já a a ligação entre os dois bairros pela Rio-Santos está liberada.  

Em Maresias, diversas ruas, casas, estabelecimentos comerciais, entre pousadas, lanchonetes e padarias foram inundadas pela grande quantidade de água, causando muitos estragos e prejuízos materiais.

Muito lixo e sujeira foram levados pela enxurrada, entupindo bueiros e agravando ainda mais a situação. Segundo a Defesa Civil, houve três deslizamento de terra no Morro do Esquimó, em Juqueí.

Chuvas continuam, mas com menor intensidade

A previsão do tempo indica que as chuvas devem continuar nesta segunda-feira no litoral paulista. No entanto, não há previsão de precipitações tão intensas como as registradas nos dias anteriores. Mesmo com chuvas moderadas, o solo continua bastante encharcado, o que aumenta o risco de novos deslizamentos.

As chuvas devem continuar também no litoral e na região serrana do Rio de Janeiro, onde 10 pessoas morreram em Petrópolis. Há previsão de chuva forte no Espírito Santo e na zona da mata de Minas Gerais. 

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