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Proibição de lotes de ketchup da Heinz com pelo de rato começa a valer hoje

Ketchup Heinz; caso envolvendo pelo de rato era conhecido desde 2012 - Toby Talbot/AP
Ketchup Heinz; caso envolvendo pelo de rato era conhecido desde 2012 Imagem: Toby Talbot/AP

Do UOL, em São Paulo

20/08/2013 14h02

A partir desta terça-feira (20), a Heinz está proibida de distribuir e de comercializar em todo o país embalagens de ketchup do lote 2K04. A decisão foi tomada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) após um laudo técnico identificar que há fragmentos de pelo de roedor no lote, produzido no México pela empresa norte-americana.

O caso já era denunciado pela associação de consumidores Proteste há seis meses
e apurado pela Anvisa, mas a proibição só passa a valer com a publicação da resolução no Diário Oficial da União desta terça-feira.

A Heinz informou por meio de nota que o lote importado do México em 2012 não está mais em comercialização, sem especificar, porém, desde quando.

A empresa afirma que está em total colaboração com a Anvisa e que todos seus produtos são "fabricados com o mais alto padrão de qualidade, seguem as normas sanitárias internacionais e passam por rigorosos controles de produção e qualidade, atestados pela fiscalização dos órgãos competentes", diz a nota.

Uma fonte da área jurídica da empresa explicou ao UOL que a fabricante terá que apresentar à Secretaria Nacional do Consumidor, ligada ao Ministério da Justiça, e à Anvisa, um documento chamado mapa de distribuição, que mostra em que lugares os produtos do lote foram entregues. A próxima etapa será uma investigação para apurar possíveis responsabilidades da fábrica que produziu o produto.

Embora na publicação da Anvisa no Diário Oficial conste apenas o lote 2K04, a Heinz divulgou que outro lote, o 2C30, também foi tirado de comercialização. 

Procon-SP cobra esclarecimentos

A Fundação Procon-SP, vinculada à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, notificou a Heinz para que esta preste esclarecimentos sobre o caso.

"Dentre outras informações, a empresa deve descrever a natureza do defeito e dos potenciais riscos que oferece à saúde e segurança dos consumidores, assim como os procedimentos adotados junto aos mesmos para reparação do defeito", diz a nota.

Questionada pela reportagem do UOL, a empresa não esclareceu se já sabe qual a origem da falha.

De acordo com o Procon-SP, o consumidor que tiver a nota fiscal poderá trocar o produto ou ser ressarcido no local em que a compra foi feita. Mesmo no caso de não ter a nota fiscal, é possível reivindicar estes direitos em contato com o fabricante.